sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Um ano sem Pelé e um futuro distópico para o futebol brasileiro

Assombro. Esse era meu sentimento quando vi jogadas de Pelé pela primeira vez. Não assisti a nenhum jogo do Rei no estádio. Nasci em 1979. Em 1987, meu pai me presenteou com filmes sensacionais em uma tarde mágica de sábado: ‘Brasil Tricampeão’ e ‘Isto é Pelé’. Os dois me deixaram louco. Assistia, rebobinava as fitas, era a época do videocassete, e via de novo. Quantos lances fantásticos. Nunca tinha visto (e nem vi depois) algo perto daquilo. As jogadas de Maradona e Messi foram as que mais me encantaram depois das imagens que vi em DVDs e na Internet de uma dupla sensacional: Edson Arantes do Nascimento, o maior atleta de todos os tempos, e um tal de Manuel, ou simplesmente Mané. Não, gente. Não é o senegalês muito bom de bola do Al-Nassr. É o astro do documentário ‘Garrincha, Alegria do Povo’. Um dos dez melhores filmes da História do Cinema brasileiro. O quarteto da História do futebol é exatamente nessa ordem: Pelé, Garrincha, Maradona e Messi.

Enfim, fiquei viciado em Edson Arantes do Nascimento. Qualquer especial sobre Pelé e as seleções de 1958 e 1970 (em 1962, o Rei se machucou na fase de grupos, mas conseguiu marcar um golaço no goleiro mexicano de cinco edições de Copa do Mundo, Carbajal) ou reprise de ‘Isto é Pelé’, eu estava de olho em casa.

Com a Internet, tentei ver quase todos os gols. Obviamente, não consegui. E como ‘Pelé Eterno’ é bom! Fiquei mais apaixonado ainda pelo camisa 10 do Santos. Quase vi um gol dele em 1990. Foi em um amistoso entre Brasil 1 x 2 Resto do Mundo. Depois de boa jogada pela esquerda, o atacante Rinaldo ficou marcado por não passar a bola para o aniversariante Pelé, com 50 anos e livre de marcação. Rinaldo foi fominha e chutou para fora. Tomou aquela vaia.

Então, mesmo nascendo depois de Pelé encerrar a brilhante carreira, ele era uma flor de obsessão para mim como diria o jornalista Nelson Rodrigues. O maior jogador da História. Inigualável. A nova geração precisa assistir aquele vídeo do eterno camisa 10 do Santos fazendo jogadas e gols parecidos com os de craques contemporâneos. Na verdade, Messi, CR7 e outros de nossa época copiaram Pelé, sem a perfeição de movimentos do Edson Arantes.

Entrevistei Pelé antes da Copa de 2014. No dia 17 de novembro, troquei a Band pela ESPN. Era minha primeira passagem pela emissora da Disney. Na primeira semana de trabalho, já precisei viajar para São Paulo, ajudando na cobertura sobre a internação de Pelé no Hospital Albert Einstein. Ali, a saúde do Rei já não estava muito boa.


Uma triste data

No dia 29 de dezembro de 2022, a trágica notícia. Aos 82 anos, Pelé faleceu em decorrência de um tumor no cólon e tornava-se realmente eterno em nossas memórias.

Escrevi sobre Pelé nas redes sociais naquela data sombria, principalmente no meu perfil do Instagram (@pvjornalista), e no blog Notícias Acessíveis (www.noticiasacessiveis.blogspot.com). Um sujeito disse que aqueles textos eram baboseiras, e uma colega comentou que não faria homenagens ao camisa 10 das seleções de 1958, 62, 66 e 70 por causa da história da filha do Pelé que precisou de exame de DNA para ser reconhecida. O falso moralismo apareceu com força. Sempre fui a favor daquela máxima de ‘O homem que matou o facínora’, do histórico diretor John Ford: “SE A LENDA É MAIOR DO QUE O HOMEM, PUBLIQUE A LENDA”. No entanto, Pelé/Edson não precisou muito disso.


Com a morte dele, fico pensando em um futuro distópico, como aqueles livros e filmes que mostram esse futuro de forma sombria, para o futebol brasileiro. Existem brasileiros que são protagonistas em times europeus, caso de Rodrygo e Vini Júnior no Real Madrid, mas que não são ainda jogadores diferenciados na seleção brasileira. O camisa 10 atual, Neymar, convive com graves lesões e com a possível decadência técnica. Trocou o Barcelona pelo PSG. Anos depois, vai para o árabe Al-Hilal. Escolhas erradas para a carreira.


Será que o futebol brasileiro morreu com Pelé? O Santos, clube do eterno craque, foi rebaixado no Brasileirão em homenagem ao Rei. Uma tristeza. Tomara que a seleção e o futebol do Brasil não desapareçam. Na final do Mundial, o abismo entre o inglês Manchester City e o brasileiro Fluminense foi visível. Logo, o Brasil que mostrou à Inglaterra que havia reinventado o futebol. Em 2002, o Brasil foi pentacampeão. Inglaterra sentiu o gosto de ser campeã apenas em 1966, em casa e com ajuda da arbitragem naquela Copa. Atualmente, creio que a seleção inglesa, enfim, é melhor do que a nossa.


Tomara que nossa seleção volte a evoluir. Por enquanto, a decadência é impressionante. Não tem um camisa 10, não possui um camisa 9 e não tem laterais. Será que ficaremos fora da Copa do Mundo pela primeira vez? Que saudade daquilo que não vi. Pelé realmente eterno. Sem a figura dele presente no Planeta Terra, seleção e futebol no Brasil estão perto do fim por falta de uma referência ou de memória? O brasileiro não sabe admirar, ou seja, os defeitos do homem Edson tiveram destaque. O brasileiro tem memória de peixinho de aquário.

Sem abraços por hoje. 


sábado, 23 de dezembro de 2023

Desigualdade na vida e no futebol

Amigas e amigos, o mundo da bola é desigual também. Vou dar um exemplo. O campeão mundial Manchester City tem folha salarial de 1 bilhão de reais. Os Citizens ainda contam com mais 1 bilhãozinho em investimentos. Já o Fluminense luta com unhas e dentes para conseguir honrar com os salários que chegam a 30 milhões de reais no total.


O Tricolor é o pobretão do Rio de Janeiro. Botafogo e Vasco têm dinheiro de SAF. O Flamengo tem o maior capital do futebol brasileiro. Mesmo assim, o time de Guerreiros conquistou dois títulos nessa temporada de forma brilhante: a Libertadores, vencendo o Boca Juniors na final, e o Carioca, goleando o Fla. Com receita menor, o Flu foi o único clube da Cidade Maravilhosa que levou novas taças para a sala de troféus em 2023.

A goleada do inesquecível Manchester City por 4 a 0 é um resultado normal. O Fluminense foi guerreiro, mas, como era de se esperar, inferior. Alguns jogadores como o colombiano Jhon Arias mostraram grande competitividade. André não foi brilhante como normalmente é. Até errou feio no segundo gol dos Citizens. No entanto, a atuação na decisão do Mundial não apaga a bela temporada do volante. Aliás, o Flu dinizista até 4 de novembro, o dia da conquista da maior competição sul-americana, alcançou a nota 10.

Enfim, era um sonho impossível contra um adversário quase invencível. O técnico Fernando Diniz tentou jogar no estilo que conquistou a América do Sul. Repito: o dinizismo foi campeão da Conmebol Libertadores com merecimento. No entanto, conquistar o mundo é bem diferente.

Mesmo sem Haaland, De Bruyne e Doku, o Manchester City continua sendo muito forte. É um dos melhores times da História do futebol. Uma equipe que precisa ser comparada às melhores seleções (vocês leram certo) de todos os tempos. O City é a seleção do Planeta Terra.

Na decisão do terceiro lugar do Mundial de Clubes, o Al Ahly, do Egito, levou a melhor e venceu o Urawa Red, do Japão, por 4 a 2.

Já no mercado da bola, o Flamengo vai atrás de mais uma revelação do rival Fluminense: Luiz Henrique. Craque, o Mengão faz em Xerém. Já Scarpa não será do Fla nem do Palmeiras, mas deve acertar com o Galo do Felipão.

Soteldo saiu do Santos do técnico Carille e vai para o Grêmio, que não contará mais com Luis Suárez. O super camisa 9 uruguaio se transferiu para o Inter Miami do amigo Messi.

O Corinthians contratou o volante Ranielle, ex-Cuiabá. A cara nova do São Paulo é o também volante Bobadilla, que terá como companheiro de setor Luiz Gustavo, ex-seleção brasileira.

O Palmeiras contratou o atacante Bruno Rodrigues, ex-Cruzeiro, e está de olho nos meias Maurício, destaque do Internacional, e Caio Alexandre, do Fortaleza. O Porco mostra bom gosto. O Flamengo tem muito dinheiro e acertou com o uruguaio De La Cruz, mas o Verdão vai nos talentos recentes do futebol brasileiro. Gosto mais do estilo do atual bicampeão nacional. Dodecacampeão na História do Brasileirão.

Já o vice-campeão mundial, o Fluminense, fechou com o zagueiro Antonio Carlos, ex-Orlando City, e o maestro Renato Augusto.

Abraços boleiros e igualitários. Feliz Natal e um 2024 de futebol bonito e vencedor. 

Foto do craque Jhon Arias dando trabalho para a defesa do Manchester City: Lucas Merçon/FFC




sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Depois de conquistar a América do Sul, dinizismo não é páreo para o bilionário time comandado por Pep Guardiola

 A diferença entre as equipes da Europa e da América do Sul é quase infinita. Veja os valores dos elencos do Manchester City, de 1 bilhão de reais em investimentos e outro bilhão para pagar os astronômicos salários, e do Fluminense, de folha salarial de 30 milhões de reais, o primo pobre do Rio de Janeiro. Não é SAF como Botafogo e Vasco, e não chega perto do capital do Flamengo. Não tem como comparar. O time comandado pelo maior estrategista de todos os tempos, Pep Guardiola, conquistou o inédito título mundial. Os Citizens passam por problemas na Premier League, pois estão apenas na quarta colocação do campeonato, porém, têm maravilhosa campanha na Champions, com 100% de aproveitamento.

Mesmo com a derrota tricolor, considero oportuno e justo elogiar o time de Fernando Diniz apesar dos três erros cometidos hoje que foram fatais. Então, Renato Gaúcho, infelizmente, estava certo quando falou que, no estilo quase único do técnico do Flu, ‘errou é gol’? Que coisa!

Quase sempre fui (e ainda sou) muito crítico ao dinizismo, pois vejo mais os defeitos do que as qualidades. Dessa vez, apesar do sonho continuar impossível e do ‘inimigo’ ser invencível nesse momento, mostrarei o quanto alguns integrantes do Fluminense agradaram aos amantes do futebol bem jogado e disputado.

Fabio é um dos maiores goleiros brasileiros da História. Como nunca foi para uma Copa do Mundo? Samuel Xavier superou a desconfiança da torcida com boas atuações que começaram a ser constantes com Abel Braga. Com Fernando Diniz, o jogador tornou-se um símbolo do estilo de jogo revolucionário do técnico, pois virou um lateral sem posição fixa.

Cheguei ao ídolo máximo desse time: o artilheiro Cano. O argentino fez 44 gols no ano passado, 40 em 2023, com direito a passes e a números inacreditáveis, como os 13 gols em 12 partidas disputadas na Libertadores.

Não posso esquecer da dupla Jhon (Arias)-John (Kennedy). Arias é o maestro moderno do time do Fluminense. Está na esquerda, no meio e, principalmente, na direita para criar para os companheiros oportunidades sensacionais de gols. Arias, aliás, mostrou no jogo contra o City ser o mais competitivo do elenco. Cano tem sorte de contar com um companheiro de linha de frente tão talentoso. Caso Jhon Arias seja negociado, o Flu perde meio time.

John Kennedy demorou um pouco a amadurecer fora e dentro de campo, mas mostrou evolução a partir do jogo de volta contra o time do Argentinos Juniors, já estava marcando gols no Brasileirão, mas a divisora de águas mesmo foi a fase final da Libertadores. Com passes e gols, seja como titular ou entrando para desequilibrar no segundo tempo, o jovem integrante da seleção pré-olímpica, convocada por Ramon para uma competição na Venezuela que valerá a vaga nos Jogos de Paris, tornou-se imprescindível.

Ao lado de Arias, o volante André foi o craque do time na temporada. É verdade que falhou no segundo gol do City, mas foi/é o titular que mais entendeu o dinizismo. Muito confiante nas saídas de bola arriscadas que surpreendem os adversários, super competente na marcação, chegando a atuar de zagueiro em diversos momentos da temporada, e muito inteligente na armação de jogadas com passes curtos e longos.

Martinelli demorou um pouco a se firmar por causa de algumas lesões ou mesmo equívocos nos passes, mas atualmente tem segurança e versatilidade quase com notas máximas.

Nino é o xerife da zaga. No segundo gol do Manchester City teve azar. Tem como características interceptações e roubadas de bola sensacionais. Foi o jogador de maior regularidade na final da Libertadores. Sóbrio e inteligente.

Alexsander merece ser lembrado. Destaque da seleção campeã sul-americana sub-20 comandada por Ramon, Alexsander brilhou como lateral-esquerdo no primeiro semestre. Ele é originalmente um primeiro volante canhoto. Mostrou um estilo tático e técnico acima da média como segundo homem ao lado de André.

E o que falar de Fernando Diniz? Gostem ou não, ele é um técnico diferente. Tenho minhas muitas diferenças com ele por causa das ideias do técnico brasileiro do que deve ser o futebol. Diniz criou um jeito de jogar sem posições fixas inacreditável. Inaceitável para os antiquados e para os técnicos sem ousadia. Corre riscos, deixa, principalmente, o torcedor do Flu muito tenso, mas mudou a rotina de esquemas não-flexíveis. Não chega perto da perfeição. Comete alguns erros como o de colocar Marcelo, de 35 anos, e Felipe Melo, de 40, juntos na defesa. Fica vulnerável demais com essa experiente dupla. Marcelo deveria ser uma ótima opção do meio-de-campo para frente. Precisa esquecer a lateral esquerda. Foi Rei com R maiúsculo da posição. Foi.

Parafraseando a letra da música ‘The impossible Dream’, de Joe Darion e Mitch Leigh, adaptada pelo cineasta Ruy Guerra e pelo compositor e escritor tricolor Chico Buarque, o técnico Fernando Diniz se permitiu sonhar o sonho impossível e lutar por grandes ideias quando era fácil ceder. Acabou campeão da América do Sul e se classificando para a final do Mundial. Não venceu o adversário invencível, mas entrou para a História. Não por causa do jogo contra o Manchester City, porém, foi pela campanha na Libertadores desse ano. Sempre mostrou inteligência e teimosia. Às vezes, essa teimosia ajuda. Às vezes, atrapalha.


quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Fluminense dinizista se permite sonhar com o (quase) impossível, e a imprensa inglesa debocha do campeão da Libertadores

Marcelo tem 35 anos, e cinco títulos da Champions League e quatro mundiais. O Manchester City tem *129 anos e um título da Liga dos Campeões da Europa. O lateral-esquerdo do Fluminense tem história mais vitoriosa do que a dos Citizens?

Por que estou sendo agressivo nas palavras com o melhor time do planeta? Pela falta de respeito da imprensa inglesa com o Tricolor e os jogadores. O jornal ‘The Telegraph’ chamou de time de aposentados o legítimo campeão da Libertadores da América, título conquistado em uma partida fantástica contra o gigante Boca Juniors. O veículo de desinformação compara o Fluminense a uma equipe do 'Soccer Aid', competição beneficente disputada por ex-atletas.

A foto que está na reportagem do jornaleco sensacionalista britânico é a de Marcelo, ou seja, não existe respeito por um craque eterno do maior clube do planeta de todos os tempos, o Real Madrid. Aliás, Marcelo está no pódio dos jogadores mais importantes da História do Madrid, como é conhecido na Espanha.

A falta de respeito é inacreditável. Marcelo ainda é um craque. O Rei não perdeu a majestade. Ah. O lateral de mais de 30 anos não tem mais físico para acompanhar os pontas velozes? A recomposição defensiva com ele e Felipe Melo não é das melhores? Em um determinado lance, essa situação ficou evidente?

No entanto, o dinizismo é isso aí mesmo: correr (muitos) riscos para colher os frutos no final. Essa frase resume bem o dinizismo. Isso aconteceu no jogo contra o Al Ahly.


Em defesa do craque brasileiro


Percy Tau parecia passear na chamada, de forma maldosa, Avenida Marcelo? A velocidade do sul-africano esgotava o velho lateral brasileiro? Mentiras. Farsas. No segundo tempo, Marcelo driblou o tal ‘craque’ do time do Egito de forma humilhante e sofreu o pênalti que abriria caminho para a vitória do Flu. Aliás, na segunda etapa, o Tricolor foi melhor tecnica e fisicamente do que o supervalorizado Al Ahly. O campeão da América do Sul confirmava o favoritismo histórico em triunfo sobre o campeão africano.


Desconhecimento da História (com H maiúsculo) do Futebol


O Flu tem, inclusive, ligações fortes com a Inglaterra. Veja que um dos primeiros ídolos e artilheiros do Tricolor era inglês, o atacante Welfare, que se dividia entre gols importantes e aulas de matemática e geografia. Welfare era centroavante e professor. Que situação triste e debilóide foi criada pelo tablóide. Respeitem, Marcelo, o Fluminense e o Brasil. Aqui não tem ‘Complexo de Vira-Lata’.


Haaland, o artilheiro da falta de educação?


E essa história de que o camisa 9 do Manchester City não tirou foto com meia dúzia de crianças? Aliás, parece que nem sequer olhou para elas. Caso essa situação esdrúxula seja verdade, e é um pouco complicado duvidar das mães que relataram isso, que grosseria inaceitável.


O mar não está para peixe

Kevin De Bruyne, Haaland, o suposto grosseirão, e Jérémy Doku foram cortados horas antes da fase semifinal do Mundial, a partida contra o campeão asiático Urawa Red, o time que tirou o Al-Hilal da edição desse ano da competição.

O pior desempenho na ‘Era Guardiola’ está sendo nesse período. Enquanto o Manchester City está 100% na Champions League, com 18 gols em seis jogos, o time comandado por Pep é ‘apenas’ o quarto colocado da Premier League, com cinco pontos atrás do líder Arsenal. Nas últimas seis rodadas do Campeonato Inglês, perdeu um jogo, empatou quatro e perdeu um, de forma muito estranha para o Aston Villa, dando apenas dois chutes em mais de 90 minutos.


Renato Gaúcho está com inveja?

O técnico do Grêmio, Renato Portaluppi, assoprou e mordeu (dessa forma mesmo) para falar sobre o estilo dinizista do jogo do Fluminense. Depois de Pep Guardiola falar bem do sistema aposicional de Diniz, Renato fez elogios ao treinador e ao time carioca. Assoprou para dar a dentada em seguida.

“Sou contra o estilo de jogo do técnico Fernando Diniz. É uma roleta-russa. Todo mundo aplaude se sair jogando de forma bonita. Errou, infelizmente, é gol”, disse o treinador do Grêmio ao podcast ‘Joga com a 10’.

Será recalque? Tudo bem que Renato tem uma Libertadores conquistada em 2017 como técnico de uma equipe de garra do Grêmio, contra o fraco Lanús, porém, quando comandava o time muito talentoso do Flu em 2008, ele conseguiu ser vice ao ser derrotado nos pênaltis para a LDU, do Equador. Aliás, com o elenco de astros do Flamengo de 2021, perdeu outra decisão da maior competição do continente sul-americano. Dessa vez, o Palmeiras levou a taça.

Enfim, o sonho do título mundial oficial é possível? Sim. Na verdade, quase impossível. No entanto, pode acontecer, pois o time de guerreiros acredita (e muito) graças ao trabalho de Fernando Diniz em todos os sentidos. Os sete jogadores com mais de 32 anos do Flu, ironizados pelo jornalzinho inglês de quinta categoria, e os garotos talentosos que completam de forma brilhante o time parecem saber os versos da música “The Impossible Dream’, de Joe Darion e Mitch Leigh, adaptada para a língua portuguesa pelos geniais Chico Buarque e Ruy Guerra e interpretada por gigantes como Altemar Dutra, Maria Bethânia, Elvis Presley e Frank Sinatra:

“Sonhar mais um sonho impossível

Lutar quando é fácil ceder

Vencer o inimigo invencível”


*Em 1880, o Manchester City foi fundado com outro nome, FC St. Mark’s, e, logo depois, virou Ardwick Association Football Club. Em 1894, enfim, foi refundado como Manchester City.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Inesquecível Fluminense conquista a América em uma jornada familiar (O TEXTO DO TÍTULO DA LIBERTADORES, DO DIA 4 DE NOVEMBRO)

Publiquei meu texto, que está na minha coluna do Portal Terra do dia 4 de novembro, sobre o título da Conmebol Libertadores conquistado pelo Fluminense, aproveitando que o Tricolor venceu o Al-Ahly por 2 a 0, gols de Jhon (Arias) e John (Kennedy), e está na final do Mundial. 

Um título que estava escrito há seis mil anos. Uma saga de dor e esperança. Em 2008, um timaço tricolor, liderado por Thiago Silva, Conca e Thiago Neves, que não conquistou a América por detalhes. Perdeu na disputa de pênaltis depois de exibição de gala no tempo normal, vencendo a LDU por 3 a 1. Enfim, a tristeza é passado. A felicidade é o presente. A antiga Taça Libertadores é do Fluminense. O Gravatinha ajudou espiritualmente o time de guerreiros. Iluminou os caminhos dos dois artilheiros: Germán Cano e John Kennedy. Pois é! O Flu tem dois camisas 9! O argentino usa a 14 para disfarçar e não amedrontar tanto os adversários. O Sobrenatural de Almeira tentou atrapalhar com o gol espírita de Advíncula, mas o próprio ser do além se rendeu ao futebol mágico de Arias e Keno e às atuações de gala de Nino e André. O Sobrenatural virou a casaca de novo.

Como escreveria o teatrólogo Nelson Rodrigues, quem não foi ao Maracanã para assistir aquele espetáculo, infelizmente, não viveu. Os ídolos e torcedores mortos estavam lá também. Saíram de suas tumbas. Os vivos saíram de suas casas, como é o caso do corretor imobiliário e músico João Capdeville, que veio de São José de Campos, no estado de São Paulo, para assistir à final da Conmebol Libertadores. Na carteira, a foto do falecido pai, o pedagogo Vicente de Paulo, e do irmão, o jornalista Paulo Andrade, de 44 anos, que estava com ele no estádio.


Os dois dedicariam o título ao Professor Vicente, que morreu no próprio aniversário de 57 anos em 2007. A Libertadores do ano seguinte, a do genial Conca, seria a da homenagem dos filhos, mas não foi possível. Um minuto depois do título da LDU, Paulo, o primogênito, ainda recebeu uma mensagem de um conhecido flamenguista por SMS, outros aplicativos populares não existiam ainda, debochando do vice-campeonato do Flu. Não foi maldade do torcedor do Fla. Ele não sabia da questão familiar.

Os irmãos se encontraram horas antes da partida e foram ao Maracanã. O novo Estádio Jornalista Mario Filho estava lindo. A Conmebol proibiu mosaicos e o tradicional lançamento de pó-de-arroz da torcida do tricolor. Sem problemas. Bandeiras foram distribuídas para os fanáticos tricolores na arquibancada. Ficou um clima de anos 1970 e 80. Um jeitão do velho Estádio Mario Filho. Melhor. Os mortos se conectavam com os vivos. O Professor Vicente estava ali com os filhos.

Voltando a escrever um pouquinho sobre a partida, o Fluminense dominou o primeiro tempo, mas o gol demorou para sair. O time não chutava tanto assim. No entanto, o técnico Fernando Diniz tinha um plano. E que plano bem pensado e executado. Keno virou ponta-direita e ensaiava tabelas com Arias naquele setor. Aos 35 minutos, a estratégia ofensiva deu certo. Após lançamento, a defesa do Boca Juniors deu um chutão para cima, Ganso recuperou a posse da bola com um toque de cabeça para Keno, que trocou passes com Jhon Arias de forma genial. O camisa 11 deu uma linda assistência para Cano. Obviamente, Germán marcou. Foi o 13º do atacante em 12 jogos na Libertadores desse ano. Ele não atuou em apenas um. Super artilheiro da competição. Fez, até agora, 37 na temporada. Cano tem 81 gols como camisa 14 do Fluminense.

Como escrevi anteriormente, aos 26 minutos da segunda etapa, o lateral Advíncula teve a ajuda do Sobrenatural de Almeida para empatar o jogo. No entanto, com as mudanças corajosas de Diniz, o Tricolor melhorou muito na partida.

O Flu voltou a ter o domínio. Foi para a prorrogação porque o lateral-esquerdo Diogo Barbosa perdeu uma oportunidade inacreditável, depois de bonito passe de Lima, no último lance do tempo normal. No entanto, estava escrito há seis mil anos que o Tricolor venceria a final. Aos nove minutos da prorrogação, Diogo Barbosa lançou para Keno. O inspirado camisa 11 deu um simples e genial passe de cabeça para o predestinado John Kennedy pegar de primeira. Um golaço. Gol de título internacional. Merecido.

Um timaço que entrou para a História. Cano, o artilheiro. JK, o decisivo. Keno, o garçom da fase final. André, o Maestro. Nino, o zagueiro perfeito. Marcelo, a lenda. Samuel Xavier, o lateral dos gols e jogadas importantes. Jhon Arias, o craque da Libertadores.

Ah. Os irmãos João e Paulo choraram, dessa vez, de felicidade. Foi a redenção desportiva e familiar. O Professor Vicente teve a justa e inesquecível homenagem. Ele estava no Maracanã com os filhos. A família tricolor comemorou O título continental e conquistou, enfim, a América. Dessa vez, a vida e o futebol foram justos.








Fluminense confirma favoritismo contra Al-Ahly

 O Fluminense venceu o Al-Ahly com autoridade. Foi a confirmação de que o supercampeão da África não pode nunca ser favorito contra o atual campeão da Conmebol Libertadores. O Tricolor é bem superior ao time de um tal de Percy Tau. Olha o que o Marcelo fez com o ‘craque’ sul-africano. Um drible humilhante, pênalti e gol de Arias. Passou fácil. Nelson Rodrigues iria nos lembrar sobre o complexo de vira-lata, algo que o Flu não teve na semifinal do Mundial. Esse sentimento assola o país desde a derrota do Brasil para o Uruguai por 2 a 1 na Copa do Mundo de 1950.

Esse sentimento retornou com força no dia 8 de julho de 2014 quando a seleção brasileira foi goleada pela Alemanha por 7 a 1, em pleno Mineirão, na fase semifinal da Copa daquele ano.

O Complexo de “Cachorro de Rua” vem à tona também com derrotas vergonhosas do Internacional, Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG nas semifinais de edições passadas do Mundial.

O Fluminense passou sufoco no primeiro tempo? Não foi bem assim. Fabio fez uma defesa fantástica (nada milagrosa), mas o Tricolor acertou duas bolas na trave. É normal o goleiro do Flu ter sempre uma intervenção difícil. De acordo com o esquema do Diniz, a vida é assim. Linha alta, e Marcelo e Felipe Melo com idades avançadas precisando correr para fechar a defesa. Sempre foi assim. Não é novidade.

Na segunda etapa, o Flu se mostrou muito superior ao Al-Ahly. Martinelli fez grande partida. Arias e André, principalmente o colombiano, jogaram em bom nível. John Kennedy entrou muito bem novamente, marcando o segundo gol. 

Enfim, é isso. Nada de complexo de vira-lata. O Tricolor venceu com justiça e é finalista.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

O Flu pode sonhar com o título mundial?

 O Fluminense chegou à Arábia Saudita de tanta repressão, a sede do Mundial de Clubes. O que esperar do Tricolor, atual campeão da Libertadores, nessa competição? Sei que precisa passar pelo adversário da fase semifinal, o árabe Al-Ittihad ou o egípcio Al-Ahly. Esse tradicional clube africano perdeu para o Real Madrid na semifinal, e, na disputa do terceiro lugar, amargou derrota para o Flamengo por 4 a 2.

A torcida do Flu deseja, pelo menos, que o time carioca consiga a classificação à final contra o Manchester City e que, nessa possível decisão, mostre força nos sistemas defensivo e ofensivo. No entanto, a fase semifinal já será complicada. Caso enfrente o Al-Ittihad, algumas coincidêncas existem com o Flamengo, eliminado pelo Al-Hilal em fevereiro desse ano. O Al-Ittihad também é da Arábia Saudita, tem atacante brasileiro de velocidade e técnico argentino. No provável adversário do campeão da América do Sul, Romarinho é o perigo pela direita e Marcelo Gallardo comanda o time. No Al Hilal da edição passada, Michael estava na linha de frente e o treinador era Ramón Diáz, que salvou o Vasco do rebaixamento no Brasileirão.

Calma, tricolor. Não estou torcendo contra o querido Flu dinizista. Muito pelo contrário. O Fluminense é o Brasil no Mundial. 

Como chega o Al-Ittihad?

O clube da Arábia Saudita tem uma espinha dorsal do meio-de-campo para frente com um quarteto muito bom: os volantes Fabinho, prata-da-casa do Fluminense e ex-Liverpool, e Kanté, ex-Chelsea e com maior presença ofensiva, e atacantes de peso como Romarinho, ex-Corinthians, e o super artilheiro Benzema. Ainda conta com o goleiro Marcelo Grohe, campeão da Libertadores pelo Grêmio em 2017.

Time-base:

Marcelo Grohe, Shanqeeti, Hegazy, Kadesh e Zakaria Hawsawi; Fabinho, Kanté e Al-Ghamdi; Romarinho, Benzema e Igor Coronado

Técnico: Marcelo Gallardo


E o Al-Ahly?

O clube do Egito é o atual campeão africano. Foi quarto colocado da edição passada do Mundial.


Time-base:

El-Shenawi, Mohamed Hany, Yasser Ibrahim (Adelmonem), Rami Rabia e Ali Maâloul (Karim Fouad); Dieng, Emam Ashour e Marwan Attia; El Shahat (Afsha), Percy Tau e Kahraba (El Debes)

Técnico: Marcel Koller


E o Manchester City?

Já os Citizens não estão passando pelos melhores momentos da genial Era Guardiola, pelo menos, na Premier League. Nos últimos cinco jogos nessa competição, o Manchester City empatou três, perdeu um e venceu somente um. Antes de derrotar o modesto Luton Town por apenas 2 a 1, e de virada, o atual campeão da Champions League estava quatro rodadas sem ganhar no Campeonato Inglês.

Chegou a passar por momentos ruins contra o Aston Villa quando o tricampeão da Inglaterra foi neutralizado, perdeu e, por incrível que pareça, só chutou duas vezes na partida inteira. Nessa partida, o Aston Villa bateu recorde contra o City do Pep e amassou o dono da Tríplice Coroa da temporada passada com 13 chutes perigosos no primeiro tempo. Algo inaceitável com Guardiola como técnico.

Na Champions League, a fase anda bem diferente. O timaço britânico está com 100% de aproveitamento e marcou três vezes em cada uma das seis rodadas. Total de 18 gols. O que assusta o treinador e os torcedores na Premier e na Liga dos Campeões da Europa é a quantidade de gols que a defesa sofreu.

Na Premier, levou dez nos últimos cinco jogos. Nessa caminhada mais complicada chegou a empatar em 4 a 4 com o Chelsea. No clássico com o Liverpool, 1 a 1. Na partida contra o Tottenham, 3 a 3. Na Champions League, levou sete em seis rodadas.

Veja os últimos jogos do Manchester City:


12/11 – 4 a 4 com Chelsea (Premier League)


25/11 – 1 a 1 com Liverpool (Premier League)


28/11 – Vitória de 3 a 2 sobre o RB Leipzig (Champions League)


3/12 – 3 a 3 com o Tottenham (Premier League)


6/2 – Derrota para o Aston Villa por 1 a 0. City deu apenas dois chutes a gol. (Premier League)


10/12 – Vitória de virada sobre o Luton Town por 2 a 1. (Premier League)


13/12 – Fora de casa, o Manchester City vence o Estrela Vermelha por 3 a 2. (Champions League)


Departamento médico inglês

Os Citizens possuem algumas baixas até agora, como o camisa 9, o centroavante norueguês Erling Haaland, e o novo contratado, o ponta-esquerda Jérémy Doku. Haaland está machucado com lesão no pé depois de marcar 14 gols e dar quatro assistências em 15 jogos. Não marca há quatro rodadas, mas tem média de 0,93 por partida.

Os belgas Kevin de Bruyne e Jérémy Doku também não estão atuando. Todos no departamento médico. O cerebral de Bruyne teve uma fissura parcial muscular na coxa direita com intervenção cirúrgica e, provavelmente, não estará no Mundial. O veloz e habilidoso Doku teve lesão muscular em local não-divulgado, mas, talvez, marque presença na semifinal ou final da maior competição internacional. O zagueiro-volante Stones retornou no jogo contra o Luton Town.

No sábado, a três dias da semifinal do Mundial de Clubes, o City enfrenta o Crystal Palace, e Haaland continua como dúvida. A equipe comandada pelo posicional Guardiola precisa vencer para continuar a perseguição ao novo líder, o Liverpool, que tem 37 pontos, e ao atual segundo colocado, o Arsenal, com 36. O algoz Aston Villa se encontra na terceira posição e tem 35. No quarto lugar, o tricampeão inglês soma, até agora, 33.

O time-base do Manchester City sem Kevin de Bruyne, Jérémy Doku e Erling Haaland:

Ederson, Walker, Rubén Dias, Stones (Akanji) e Gvardiol; Rodri, Kovacic; Bernardo Silva, Foden e Grealish; Julián Álvarez


Time-base com Jérémy Doku e Haaland:

Ederson, Walker, Rubén Dias, Stones (Akanji) e Gvardiol; Rodri, Bernardo Silva; Foden, Julián Álvarez e Jérémy Doku; Haaland


No próximo capítulo, escreverei sobre pontos fortes e fracos do atual campeão da Libertadores, o Fluminense.


Abraços boleiros e internacionalistas.

No grupo da morte, PSG de Mbappé se classifica no sufoco na Champions League

O atual vice-campeão alemão, o amarelão Borussia Dortmund, recebeu o PSG pela sexta rodada da Liga dos Campeões da Europa. Nesse jogo, um lance espetacular aconteceu logo aos 16 minutos do primeiro tempo. Mbappé driblou o goleiro e chutou. O zagueiro Süler deslizou no gramado, levantou a perna direita e conseguiu evitar o gol. Fantástico. No comecinho da segunta etapa, o Borussia abriu o placar com Adeyemi. No entanto, o empate veio logo em seguida. Gol de Zaïre-Emery com direito à jogada de Mbappé. O craque francês fez o segundo, mas o VAR anulou, pois viu impedimento. O PSG passou na segunda colocação no sufoco, algo quase decepcionante com o investimento feito para a formação do elenco. Borrussia terminou no primeiro lugar. 

Na partida entre Newcastle e Milan, o zagueiro Tomori salvou um gol certo do time inglês de Bruno Guimarães. No entanto, não demorou para o Newcastle abrir o placar. O brasileiro Joelinton fez bonito gol. Joe merece mais e mais chances na seleção brasileira. Mesmo com boas atuações dos brasileiros do Newcastle, o Milan empatou e virou, com Pulisic e Chukwese respectivamente. Italianos na Liga Europa.

O time misto do Manchester City venceu o Estrela Vermelha, fora de casa, por 3 a 2. Os gols do City, 100% na fase grupos, foram de Hamilton, Oscar Bobb e Kalvin Phillips. Para o Estrela, o meia sul-coreano In-Beom e o camisa 10, o bom Katai, descontaram. A equipe de Pep Guardiola marcou exatamente três gols em cada uma das seis partidas. No entanto, anda levando muitos gols com os times A e B.

Na terça-feira, o Manchester United pagou mico. Foi eliminado com a humilhante última colocação do Grupo A, com quatro derrotas, um empate e apenas uma vitória. Perdeu para o invicto e líder Bayern de Munique por 1 a 0, bonito passe de Kane para Coman marcar, no Old Trafford. Os Diabos Vermelhos não vão nem para a Liga Europa.

Na Holanda, o PSV empatou com o Arsenal em 1 a 1. Os dois, os londrinos como primeiros colocados do Grupo B, se classificaram às oitavas-de-final. Já o Real Sociedad foi até Milão e arrancou um empate sem gol com a Internazionale. O clube espanhol empatou na pontuação, mas ficou na liderança.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Palmeiras é dodecacampeão (ou duodecacampeão), Vasco e Bahia escapam da Série B e Santos é rebaixado pela primeira vez na História desse país

 

Amigas e amigos, o Palmeiras é dodecacampeão! Uhu! Dá-lhe, Porco! Mas o que é isso? Doze vezes. Ah! Então, o Verdão é 12 vezes campeão brasileiro. Ok. Depois de empatar em 1 a 1 com o Cruzeiro, o título deixou de ser virtual para ser real. Endrick, o garoto de ouro, fez mais um.

Já falei sobre o Palmeiras de grandes jogadores como Endrick, enfim, uma realidade de 17 anos, Zé Rafael, Raphael Veiga e Gustavo Gómez, mas o que chamou a atenção foi a luta contra o rebaixamento. Três campeões brasileiros lutando pela permanência na elite. O Bahia surpreendeu e deu uma goleada no Atlético-MG de Hulk, Paulinho, Arana e Everson. Com Rogério Ceni no comando, o Tricolor baiano amassou o Galo forte e vingador por 4 a 1. O gol de honra foi do artilheiro da competição Paulinho (20 tentos). ‘Bahêa’ conseguiu a permanência na competição, de maneira surreal, e o Galo, depois de bela reta final, termina na terceira colocação.

Em São Januário, o Vasco sofreu com o sexto colocado no Brasileirão, o Bragantino. Lucas Evangelista, Helinho, Léo Ortiz & Cia assustavam a torcida da Zona Norte carioca. No entanto, o humilhado camisa 70, Serginho, fez o gol da salvação. Vasco 2 a 1. Já o Santos não teve sorte na última rodada do Brasileirão. Na Vila Belmiro, o Fortaleza de Juan Pablo Vojvoda não deu trégua para o Peixe. Até a lei do ex estava presente no estádio. Marinho marcou um dos gols do Tricolor cearense, o Tricolor do Pici. Leão venceu por 2 a 1, e o time precisou sair antes do apito final por causa da confusão no estádio. Pela primeira vez na História do campeonato brasileiro, Santos – tricampeão da Libertadores e bi mundial – rebaixado. Caos na cidade. Santos caiu no Brasileirão em homenagem ao Rei Pelé. Tragédia alvinegra praiana.

Voltando a escrever sobre a parte de cima da tabela, o vice-campeão brasileiro é o Grêmio. Vitória sobre o Fluminense por 3 a 2 em pleno Maraca. Luis Suárez fez dois bonitos gols, o primeiro em contra-ataque driblando o goleiro Fábio e o segundo em cobrança de pênalti com cavadinha à lá ‘Loco’ Abreu. John Kennedy fez um golaço. Arias deixou o dele em cobrança de penalidade máxima. Everton Galdino também marcou para o Imortal.

O Flamengo de Tite foi derrotado pelo São Paulo por 1 a 0. Gol do bem-humorado Luciano. O Rubro-Negro ficou na quarta posição. Já o Botafogo completou 11 jogos sem vencer. Enfrentou o forte Inter e foi derrotado por 3 a 1. O não tão Glorioso ficou na quinta posição. Decepção.

E o Corinthians? Depois de correr risco de rebaixamento, ficou em limbo sem graça. Conseguiu a vitória sobre o rebaixado Coritiba por 2 a 0. Romero deixou o dele.

Mais jogos do limbo do Brasileirão? Cuiabá 3 x 0 Athletico-PR e o clássico da ‘Série B’ de 2024: Goiás 1 x 0 Coritiba.

Quem caiu para a Segundona do ano que vem? Santos, Goiás, Coritiba e América-MG. Quem subiu para a elite? Vitória (campeão), Juventude, Criciúma e Atlético-GO. Em 2024, tem Ba-Vi no Brasileirão.


Abraços dodeca...dodecaca...dodecacam...dodecacampeões...ou duo...duode...duodeca...duodecaca...duodecacam...duodecacampeões!!!





Endrick, Raphael Veiga, Zé Rafael e Gustavo Gómez são os destaques do Palmeiras 12 vezes campeão brasileiro

 O que é mais complicado de falar: dodecacampeão, paralelepípedo ou constitucionalissimamente? O Palmeiras chegou ao 12º título na história da competição, e aumenta nosso vocabulário. Brincadeiras à parte, o Palmeiras mereceu ser o campeão brasileiro desse ano. Um time que não pipocou e foi somando ponto atrás de ponto enquanto o Botafogo tropeçava muito. Tirou uma desvantagem de 13 pontos e já conseguiu na penúltima rodada garantir a taça. A diferença era de apenas três pontos, mas o saldo de gols era muito superior.

Endrick, enfim, mostrou o potencial. Dessa vez, deveria ser considerado a revelação do Brasileirão. No ano passado, foi uma decisão precipitada da CBF. Enfim, depois de criticar essa premiação sem merecimento para o atacante em 2022, lembro a partida de 2023 que mudou tudo para o craque-artilheiro de 17 anos. Botafogo x Palmeiras foi o jogo que marcou a competição. O Glorioso fez 3 a 0 no primeiro tempo. Era uma atuação de gala do time carioca, mas Endrick descontou com um golaço no segundo tempo, e Tiquinho Soares teve a chance de dar números finais à partida em um pênalti. Botafogo 4 a 1? Não. O camisa 9 desperdiçou a penalidade máxima e jogou fora o título. 

Reação palmeirense. Endrick fez o segundo golaço dele da noite. Depois, dois cruzamentos na área alvinegra. O Verdão virou para 4 a 3. Flaco López empatou. Murilo marcou o gol da vitória. Ali, o Botafogo perdeu o controle mental para sempre. Ali, o Palmeiras arrancava para o dodecacampeonato.

Endrick, Suárez, Hulk e Paulinho são os caras do Campeonato Brasileiro

Hulk e Paulinho fizeram a dupla do Campeonato Brasileiro. Felipão demorou a entender que o Atlético-MG jogava melhor com as tabelas entre os camisas 7 e 10. Colocava Hulk na ponta-direita e Paulinho na extrema esquerda. Quando percebeu que o Galo era muito mais perigoso com um procurando o outro, o time voltou aos melhores dias.

Com Luis Suárez, o Grêmio deixou de ser um time normal. O uruguaio foi o arco e a flecha, ou seja, rei das assistências e também artilheiro. Sem ele, o Tricolor seria uma equipe no meio da tabela. O trabalho de Renato Gaúcho como técnico amadureceu realmente. Depois de uma imagem de treinador que não queria estudar, pois gazetou o curso na CBF para ir à praia, Renato entendeu direitinho como essa equipe funcionava.

Suárez quase fez bobagem ao tentar trocar o Grêmio pelo Inter Miami, o Barça sub-40 do Messi nos Estados Unidos. Refletiu, viu que existia um contrato e ficou, pelo menos, até o final da competição.

Endrick apareceu mais na fase final do Brasileirão, porém, foi o diferencial do time do Palmeiras. O jogo contra o Botafogo, aquela virada com placar final de 4 a 3, se mostrou espetacular. O menino de 17 anos mostrou muito valor. Como escrevi anteriormente, era para ser considerado a revelação do campeonato em 2023, mas a CBF, no ano passado, deu o prêmio a ele mesmo com pouquíssimos jogos na competição. Um equívoco.

No entanto, o garoto de ouro ou, pelo menos, de prata do Palmeiras foi realmente um dos melhores da competição dessa temporada. Talvez, o melhor. Hulk, Paulinho e Suárez tiveram mais regularidade, mas Endrick foi muito decisivo. 

Abraços boleiros. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

A realidade nua e crua do returno, com Palmeiras, Galo e Flamengo na frente


Camaradas, o Palmeiras, com justiça, é o quase campeão brasileiro. Por causa do saldo de gols, tem 31, o Porco está pertinho do título brasileiro. O segundo colocado, o Galo, tem 23 de saldo, e o terceiro, o Flamengo, tem 15. São os únicos clubes com possibilidades remotas de tirar a taça das mãos do Verdão. No caso do Fla, a situação é impossível. A vitória sobre o time B do Fluminense foi magrinha, magrinha. No entanto, o 1 a 0 praticamente deu a taça ao time do mal-humorado cabeça quente Abel Ferreira.

O concorrente Flamengo não passou o trator no Cuiabá. Não conseguiu dar o troco no time da Região Centro-Oeste, que o venceu com um humilhante 3 a 0 no turno. Depois do primeiro gol de Luiz Araújo parecia que o Rolo Compressor iria amassar o adversário. Nada disso. O Fla jogou de forma esquecível na segunda etapa, o Cuiabá fez um gol e teve um pênalti claro não marcado. Deyverson, depois de ser substituído, ainda tirou uma onda com a torcida rubro-negra. Pediu desculpas de forma irônica. Deyvinho fez o gol do título do Palmeiras na final da Libertadores de 2021 em cima do Mengão. O jogo valeu pelas despedidas de Filipe Luís e Rodrigo Caio do Estádio Jornalista Mario Filho.

Outra despedida foi a de Luís Suarez. Ele sairá do Grêmio. Jogou muito contra o Vasco e fez o gol da vitória. O uruguaio briga (só não pode morder) com Paulinho, Hulk e Endrick pelo prêmio de melhor jogador do campeonato. Minha seleção do Brasileirão seria em um 4-2-4, foi o ano do 4-2-4 tricolor dinizista aliás, com Endrick, Suárez, Hulk e Paulinho.

Já o outro Soares, o Tiquinho, não chegou perto de brilhar contra o Cruzeiro no Estádio Nilton Santos. Nem lá, no tapetinho, o Botafogo vence mais. Depois de melancólico 0 a 0 com o Cruzeiro, que escapou do rebaixamento (mais do que a obrigação de um clube bicampeão da Libertadores), o não tão Glorioso assim saiu do G-4 e, agora, está há dez jogos sem saber o que é vitória. O Botafogo é a maior decepção do Brasileirão. Fez a campanha acima do que todos esperavam no turno, com 47 pontos, e foi ridículo no returno. A palavra é essa: ridículo.

O que se deve refletir é que o Botafogo com aquela vantagem de 13 pontos na liderança era algo fora da realidade e da justiça do futebol. O trabalho do Luís Castro foi sensacional. Esse português é o técnico da competição. Fluminense e Internacional mereciam colocações melhores, mas priorizaram a Libertadores. O Flu se deu bem por motivos óbvios. O Colorado não. O Bragantino no G-6 é lucro para um time apenas razoável.

Abraços boleiros.

Crédito da foto: site oficial do Palmeiras

domingo, 3 de dezembro de 2023

Melhor de todos os tempos, Rayssa Leal consegue inédita nota 9 e é bicampeã da SLS

 


Rayssa Leal é uma gigante de apenas 15 anos. Assombrou a modalidade com a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, aos 13. A revelação virou realidade em período curto. Muito curto. Já confirmou que é a melhor do mundo na modalidade. Arrisco dizer que é a melhor de todos os tempos. No entanto, Rayssa, continua humilde, pois, como dizia o jornalista e teatrólogo Nelson Rodrigues, os admiradores corrompem. Não quero corromper ninguém. No entanto, o mesmo Nelson escrevia que a admiração de um ser humano pelo outro era algo muito difícil. Então, é ótimo saber admirar as e os grandes desportistas do Brasil. 

No Ginásio do Ibirapuera, a maranhense conseguiu uma nota 9 maravilhosa (inédita) na última volta. Escrever sobre as manobras? Nossa. Uma melhor do que a outra. Não tinha como o resultado ser diferente. A brasileira foi campeã da SLS Super Crown. Bicampeã. 

Mas, ô, jornalista, o que a SLS Super Crown? É a decisão da Liga Mundial de skate street, o skate de rua. A Street League é o circuito mais importante. Os outros são o X Games e o chamado Circuito Mundial.

As skatistas sempre dão duas voltas. Nossa maranhense alcançou 8,1, ficando na primeira colocação, e, logo depois, o inédito 9. Excepcional. A nordestina já conquistou quase tudo. Até X-Games. Falta o ouro olímpico. Vai conseguir.

Em São Paulo, Rayssa Leal não fez história. Ela é a História.


Foto: site da Confederação Brasileira de Skateboarding



Bola fora, Argentina! Lembrar da Copa do Mundo de 1978 é obrigatório

 

Escrevo a crônica de hoje em uma mesa, quase no cantinho, do Café Lamas, tradicional restaurante fundado em 1874 no Flamengo, bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Claro que tomando cuidado para não derramar mate no computador portátil, que me custou os olhos da cara. Sim, leitoras e leitores. A máscara caiu. Sou um bebedor de mate. Vergonha dos meus amigos que gostam de uma cervejinha. Peço perdão. No máximo, bebo ‘dois’ chopes por mês. Há nove anos, eu bebia um pouquinho mais do que isso.

Atualmente, moro na Zona Oeste carioca em condomínio fechado, com vida aparentemente segura mas meio sem graça. Sinto falta do Lamas e de tudo aqui do Flamengo. Sinto falta dos tempos que vinha com meu pai. Ainda criança, presenciei debates políticos de uma turma que se preocupava com o Brasil, a América do Sul, a América Latina, a África, enfim, com o mundo.

O ano de 1989 foi especial, pois nele aconteceu a primeira eleição direta para Presidente da República depois dos tempos sombrios repressores da Ditadura Civil-Militar (1964-85). Votar novamente era a esperança de um futuro melhor.

A América do Sul sofreu muito com a violência dos chamados milicos, que não eram todos a favor da censura e tortura. Existem excelentes exemplos no Brasil como o do Professor Ivan Cavalcanti Proença, que, em plena Ditadura, exatamente no dia 1º de abril de 1964, evitou um massacre dos estudantes de Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, encurralados por um grupamento paramilitar fortemente armado. No entanto, o capitão Proença se encontrava dentro de um tanque, afugentando os covardes milicianos. Ivan entrou na faculdade e salvou 400 universitários da morte. Repito: esse é um exemplo de que uma categoria inteira não pode ser condenada pela sede de sangue de líderes como Augusto Pinochet, no Chile, e todos os presidentes do Brasil entre 1964 e 85.

Voltando a falar sobre memória e família. Lá em casa, os assuntos se misturavam. Futebol e política conviviam juntos. O Café Lamas era um dos locais de debate entre parentes e amigos. Meu pai contou repetidas vezes sobre a Copa do Mundo de 1978. Essa edição foi disputada em uma Argentina em plena repressão militar. O país exalava a sangue de quem lutava contra a falta de liberdade. Talvez, tenha sido a sede de Copa mais estranha da História ao lado da do Catar. Como a Fifa deixa uma Copa ser realizada em um país com desgoverno autoritário? A da Arábia Saudita, em 2034, deve seguir os passos/moldes das de 1978 e 2022. Uma pena.

No entanto, o foco é lembrar da Copa de 1978. Como escrevi anteriormente, a Argentina sofria com um regime de carnificina que foi de 1976 até 1983. O debate sobre boicotar ou não essa edição se mostrou amplo, mas nenhum país teve peito de fazer isso. Craque da seleção holandesa, Johan Cruyff não teria ido à Argentina por protesto político. Outras versões sobre o real motivo existem. O craque da camisa 14 laranja não teria atuado na Argentina por divergências em relação a dinheiro. Enfim, sem Cruyff, aquela Copa já perdeu brilho.

A edição de 1978 ficou marcada por um resultado manipulado. O regulamento era bem complicado. Eram duas fases de grupos. A primeira com quatro grupos de quatro seleções, no qual os dois primeiros de cada grupo se classificavam para a segunda fase. Nela, tudo ficou organizado (ou desorganizado) assim:

Grupo A: Alemanha Ocidental, Áustria, Holanda e Itália.

Grupo B: Argentina, Brasil, Peru e Polônia

Observem que Argentina e Brasil estavam no mesmo grupo. O primeiro colocado iria para a final. O segundo teria direito apenas a um amistoso chamado decisão de terceiro lugar. Na Copa, decisão de terceiro lugar não vale nada, né?! Convenhamos.


O que aconteceu?

Na segunda fase, Brasil e Argentina empataram em 0 a 0. A seleção brasileira venceu o Peru por 3 a 0. A anfitriã derrotou a Polônia por 2 a 0. Na última rodada, a polêmica veio à tona porque o jogo da Argentina seria realizado três horas depois de Brasil 3 x 1 Polônia, ou seja, os donos da casa sabiam que deveriam ganhar de goleada. Além disso, o ex-goleiro Quiroga e outros integrantes daquela equipe peruana afirmaram que existiu suborno de autoridades ligadas ao regime repressor. Resultado? Argentina 6 a 0. Na final, os ‘hermanos’ venceram a Holanda, sem Cruyff, por 3 a 1. O Brasil ficou com o terceiro lugar ao derrotar a Itália por 2 a 1.

Por que escrevi sobre o Café Lamas, lembranças familiares, emocionais e intelectuais e História política recente do Brasil? Porque é obrigatório ter memória e saber sobre a História do próprio país para que besteiras e atrocidades não sejam repetidas.

Por que escrevi sobre a terrível Copa de 1978? Exatamente para mostrar a tremenda bola fora dos argentinos na eleição do ultradireitista Javier Milei, que tem uma agenda de negação de todas as atrocidades cometidas pela Ditadura Militar antes, durante e depois da Copa de 78. Quarenta anos após o fim da repressão no país, os argentinos fizeram um gol contra bizarro nas urnas por falta de conhecimento histórico. Vaias.

Felipão Sinatra comemora vitória e atuação da dupla Hulk-Paulinho

 




Hulk e Paulinho foram os heróis da noite na vitória do Galo sobre o São Paulo por 2 a 1, no Mineirão. Em tabela com Pavón, o camisa 7 fez um bonito e decisivo gol na primeira finalização certeira do Atlético-MG no jogo. Luciano empatou aos 45 minutos do segundo tempo. Parecia tudo perdido, mas Hulk deu um passe excepcional para o número 10 do Galo. Com 19 gols na competição e 30 em 2023, Paulinho, o atacante de futebol revolucionário, deu um toquezinho de futsal por cima do goleiro aos 49. Quarta vitória seguida do time comandado por Felipão. 

O Atlético está com a mesma pontuação do líder Palmeiras, com 66, mas fica na segunda posição por causa do saldo de gols menor, o segundo critério de desempate no Brasileirão.

A vitória mexeu tanto com todos no Galo que, na entrevista coletiva depois do jogo, o emotivo Felipão citou 'My Way', eternizada na voz de Frank Sinatra. 'My Way' não é uma música original, mas uma versão em inglês da francesa 'Comme d'habitude', de Claude François. O compositor Paul Anka adaptou e Sinatra cantou a versão mais conhecida. 

Os versos dessa canção 'he record shows I took the blows' (em uma tradução grosseira: as lembranças mostram que tomei alguns golpes) e 'And did it my way' (E fiz do meu jeito) têm a cara do Felipão. 

Abraços fortes e vingadores, leitoras e leitores. C'est la vie, Scolari. Eu fiz do meu jeito também, Felipão! 

Foto: site oficial do Atlético. 

ZAGALLO ETERNO TEM 13 LETRAS

A morte é um ensinamento bruto de que o fim existe. É uma dolorosa lição de que precisamos ter uma biografia interessante na trajetória no P...