sexta-feira, 8 de agosto de 2008

CBDC em apuros!

Em seu site, a Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC) informa sobre sua péssima situação financeira e a possibilidade de extinção. Leia abaixo o comunicado oficial do presidente da entidade, David Farias Costa.

“Fundada em 19 de janeiro de 1984, a Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC) é a entidade responsável pela gestão da prática esportiva para as pessoas com deficiência visual em nosso país nas modalidades: Judô, Goalball, Futebol de 5, Atletismo, Natação, Xadrez e Powerlifting (levantamento de peso). A CBDC, que congrega aproximadamente 130 entidades e quase 3 mil atletas, é filiada ao Comitê Paraolímpico Brasileiro e, no plano internacional, a IBSA, a Federação Internacional de Esportes para Cegos.

Durante toda a sua existência, a entidade alcançou, juntamente com o segmento, grandes conquistas, simbolizadas no grande número de eventos que realizou em âmbito nacional, nas inúmeras medalhas e recordes internacionais e, até mesmo, nos grandes eventos internacionais que realizou no Brasil. Dentre os vários eventos que sediamos em nosso país, certamente, o maior foi a 3ª edição dos Jogos Mundiais para Cegos, nas cidades de São Paulo e São Caetano do Sul, no período de 28 de julho a 8 de agosto de 2007, com a participação de aproximadamente 1.700 pessoas de 61 países. Este evento foi classificatório para os Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008, e contou com uma estrutura compatível com qualquer grande realização esportiva internacional, inclusive, com a quebra de 24 recordes mundiais e a realização de quase 200 exames anti-doping. O Brasil teve uma participação extraordinária, tendo ficado em 3° lugar no quadro geral de medalhas e alcançado o título de campeão nas modalidades Atletismo e Futebol de 5, além de ter qualificado as equipes masculina e feminina de goalball para os Jogos Paraolímpicos.

No entanto, hoje, as vésperas da Paraolimpíada, em que o sucesso da participação brasileira é quase uma certeza, inclusive com uma delegação que conta com a participação de aproximadamente 100 pessoas que tem algum vínculo com a CBDC, e até mesmo com a utilização da bola na modalidade futebol de 5 sendo produzida no Brasil, e após tantas outras conquistas, a entidade se encontra em uma situação financeira extremamente difícil, o que ocorreu pelo fato de não ter recebido os apoios necessários para a realização dos Jogos Mundiais da IBSA, ficando assim com uma dívida de aproximadamente R$1,5 milhão( um milhão e meio de reais), o que certamente trouxe conseqüências terríveis para aquelas empresas e pessoas que trabalharam na organização do evento. Neste sentido, vale dizer ainda que a CBDC somente decidiu postular a realização deste grande evento no Brasil a partir do momento que estava de posse das cartas de apoio das autoridades constituídas, o que daria legitimidade para que o evento integrasse os respectivos orçamentos das instâncias de governo envolvidas. Neste caso, cabe esclarecer que a participação da cidade de São Caetano do Sul veio após a definição da realização do evento no Brasil, o que se deu pelo fato de necessitarmos de uma infra-estrutura esportiva melhor, especialmente em relação a ginásios, o que foi encontrado naquela cidade.

Desta maneira, podemos concluir não ser justo que o movimento de quase 25 anos de existência esteja chegando ao seu final e que, empresas e pessoas que confiaram na idoneidade da instituição, o que sempre foi uma marca, fiquem com suas situações funcionais verdadeiramente deterioradas. Assim, algo precisa ser feito, pois não podemos deixar uma história finalizar-se de maneira tão trágica, e a idéia é falarmos a todos os lugares deste país aquilo que está ocorrendo conosco, pois somente nós e nossos parceiros é que sabemos o tamanho da dor que estamos sentindo após termos dignificado mais uma vez, o nome do nosso país com a realização de um evento tecnicamente extraordinário. As dificuldades que estamos enfrentando estão presentes na impossibilidade de realizarmos competições, na condição de não honrarmos nosso compromissos financeiros, na demissão de funcionários, nos problemas judiciais e, até mesmo, no impeditivo para recebermos recursos públicos; ou seja, estamos diante de um quadro bastante difícil, mas - por outro lado - estamos extremamente determinados no enfrentamento destes desafios e acreditando profundamente na possibilidade do êxito, diante de mais esta “competição”, pois, felizmente, o histórico de credibilidade da CBDC sempre esteve presente.
Por isso, através dos meios de comunicação, do meio político, da iniciativa privada e da sociedade em geral, solicitamos o socorro que necessitamos para a continuidade da existência de uma entidade e de um movimento que sempre procuraram primar pela seriedade e que, acima de tudo, surgiram com uma finalidade digna e para uma existência muito mais duradoura.

Assim, ficamos à disposição daqueles que necessitem de outros esclarecimentos e, até mesmo, daqueles que possam nos ajudar, dando espaço para a divulgação desta mensagem ou ainda daqueles que possam nos apoiar através de ações de patrocínio ou doações.

Finalmente, ficamos na expectativa de recebermos os contatos daqueles que, de maneira mais direta, possam integrar nossa luta, independentemente de qual seja a maneira da colaboração, aos quais nós já antecipamos nosso profundos agradecimentos.”

Ciclismo




O Campeonato Brasileiro de Ciclismo Paraolímpico começa nesta sexta-feira e vai até domingo (dia 10), em Santos (SP). Serão realizadas provas de estrada e contra-relógio. Os atletas estão divididos nas classes tandem, LC1, LC2, LC3, LC4, PC Bike, PC Triciclo e handbike.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Atletas ficam sem prêmio-medalha

Em um comunicado oficial, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto, ratificou que os atletas não receberão o chamado prêmio-medalha. De acordo com o dirigente, o CPB não tem recursos financeiros. Leia abaixo o documento na íntegra:

“O CPB, durante toda a gestão do atual presidente, sempre ofereceu aos membros de suas delegações oficiais, uma ajuda de custo a título de auxílio-viagem.

Nesta gestão, este assunto sempre foi tratado com muita responsabilidade, definido com antecedência e com toda transparência requerida.

Por se tratar de um assunto muito sério, a Diretoria Executiva do CPB, ainda em 2007, antes da participação do Brasil nos III Jogos Parapan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro, atualizou a Resolução que tratava do tema auxílio-viagem para as delegações esportivas do CPB, que viessem a participar de competições internacionais, no Brasil ou no exterior.

A mencionada Resolução, em pleno vigor, disciplinará a concessão do auxílio-viagem, para os membros da Delegação Brasileira que participarão em Pequim, dos XIII Jogos Paraolímpicos de Verão.

Outro tema sensível, que sempre foi de forma clara e transparente tratado pelo atual Presidente do CPB, trata-se do cognominado prêmio-medalha. Por mais esforços que o CPB tenha feito, não apareceu nenhum patrocinador disposto a financiar o referido prêmio. Para complicar mais ainda a situação, os recursos esperados para a preparação das equipes Paraolímpicas Brasileiras, que viriam da Petrobras, como é do conhecimento de todos, não vieram e o CPB teve que se organizar de uma outra maneira.

Para que todos saibam, a Delegação Brasileira é a quarta maior desses Jogos Paraolímpicos, contabilizando na Vila, como delegação oficial, nada mais nada menos do que 319 (trezentos e dezenove) componentes. O CPB, apenas com os recursos oriundos da Lei Agnelo/Piva, teve de arcar praticamente com todos os custos da preparação da delegação brasileira que vai à Paraolimpíada; além de todas as despesas referentes à participação do Brasil nos XIII Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008.

O custo dessa operação é muito alto, visto que estamos indo para o outro lado do mundo. Conseguimos, para suplementar os recursos da Lei Agnelo/Piva, que seriam insuficientes para fazer frente a essa operação, um montante junto ao patrocinador oficial do CPB, Loterias Caixa, e um outro montante através da Lei de Incentivo Fiscal, para custear a aquisição de equipamentos tais como barco para a vela, bicicletas, cadeiras de rodas para competição, implementos, materiais esportivos, além de custear períodos de treinamentos.

Por todo o exposto, está muito claro, que o CPB não tem a menor condição de oferecer prêmio-medalha, com recursos próprios, até porque estes não existem para tal fim.

Esperamos desempenhar um excelente papel nesses Jogos.

O CPB acredita e confia nos 188 (cento e oitenta e oito) atletas qualificados para as disputas e tem a certeza de que cada um dará de si o melhor e honrará, com bravura, as cores da nossa bandeira. Estamos confiantes e torcendo como nunca para cada atleta, para cada equipe na China.

Veja no site do CPB a íntegra das Resoluções 005 e 006 de 2007, que tratam do assunto em pauta, na parte de legislação.

VITAL SEVERINO NETO
Presidente do CPB”

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pra frente, Brasil!


Foto de Felipe Dana


Familiares e amigos do nadador Andre Brasil, da classe S10, reuniram-se no último domingo (3 de agosto) no Bar Tendência, no Rio de Janeiro, para dar um grande abraço no atleta que participa em setembro dos Jogos Paraolímpicos de Pequim.

Organizada pela mãe de Andre, Tânia, a festa contou com a participação de 30 pessoas. Todos assinaram uma bandeira nacional com mensagens para o campeão.

A T.O.C.O. (Torcida Organizada Canhotinha de Ouro) também marcou presença na festa com camisetas e canecas personalizadas.

Acesse também http://www.paradesporto.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Pré-convocação do rugby





A Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas fez a pré-convocação para o Torneio Internacional de Cali. Confira a lista abaixo:


Nome/ Classe/ Clube/ Estado

1. Edmar Andrade Ragoso/ 3.0 / Rio Quad Rugby Clube/ RJ

2. Valdir dos Santos Mansur/ 3.0 / Rio Quad Rugby Clube/ RJ

3. João Curi / 2.5 / Rio Quad Rugby Clube/ RJ

4. Breno Nogueira da Rosa/ 2.5 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

5. Eduardo Savine Mayr / 2.0 / Centro de Referência Guerreiros da Inclusão/ RJ

6. Edmilson Ferreira de Oliveira / 2.0/ Guerreiros da Inclusão/ RJ

7. Caio Bialowas Sampaio / 2.0 / Guerreiros da Inclusão / RJ

8. Bruno Barcelos de Souza / 1.5 / Guerreiros da Inclusão / RJ

9. José Raul Schoeller Guenther / 1.5 / Organização para o Movimento e o Esporte Adaptado / SC

10. Luiz Alberto Bittencourt de Castro/ 1.5 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

11. Sérgio Sarmento Ramos / 1.5 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

12. Marcelo de Oliveira Monteiro / 1.0 / Guerreiros da Inclusão / RJ

13. Ricardo Prates Barros / 1.0 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

14. Wagner Flávio Carolino / 1.0 / Guerreiros da Inclusão / RJ

15. André Arruda Lobato Rodrigues Carmo / 0.5 / Guerreiros da Inclusão / RJ

16. Jefferson Maia Figueira / 0.5 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

Guerreiros do rugby!



Convocados para os Jogos de Pequim, Andre Brasil e Wânderson esperam pelo jogo de rugby

Garra e suor
O Complexo Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, na cidade do Rio, foi palco de uma grande batalha. No segundo jogo oficial de rugby em cadeira de rodas no Brasil, sábado passado (dia 2), a ONG Guerreiros da Inclusão venceu de maneira brilhante o Rio Quad Rugby Club por 19 a 16. Eduardo Mayr, o craque da ‘Guerreiros’, mostrou seu talento ao marcar 16 pontos. Caio e Edmílson, companheiros de equipe de Eduardo, também tiveram ótimas atuações. O catarinense José, de 17 anos, veio de Santa Catarina para vestir o uniforme do Rio Quad.

O nadador Andre Brasil, que visitou a sede da ‘Guerreiros’, o camisa 10 da Seleção de Fut-7, Wânderson, e o jogador norte-americano de Rugby em Cadeira de Rodas Brian Muniz estavam presentes.

Após a partida, Eduardo recebeu o beijo da vitória de sua mulher Fernanda. A convocação da seleção da modalidade para os Jogos de Cali, Colômbia, será divulgada nos próximos dias.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

IDÉIA FIXA! Leitor, FUJA DE UMA IDÉIA FIXA!


Na foto, Paulo Cruz (técnico da Seleção de Fut-7) entrega o prêmio de artilheiro ao filho André, que marcou seis gols na competição

A última matéria sobre a Copa Peixotinho
Comandada por dois treinadores, o estrategista Alexandre Gaschi e o cerebral Michel, a equipe do Vitória & Amigos sagrou-se bicampeã da Copa Fabiano Peixoto no dia 26 de julho. Além disso, o torneio descobriu novos talentos como a artilheira Teresa Costa d’Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, idealizador e organizador do evento. Ela marcou duas vezes. No jogo contra o Barra do Piraí, Teresa converteu um pênalti e lembrou Marcelinho Carioca em sua fase de ouro. Esse gol foi o mais importante da única vitória (4 a 2) do Time da Teresa no torneio.


Porém, o mais importante foi a alegria demonstrada pelos jogadores e público. Leandro, atacante do Time da Teresa, comandou um animado pagode. Formada pela fisioterapeuta Márcia Fernandes e a nutricionista Flávia Figueiredo, a dupla dinâmica do instituto mostrou mãos firmes em um delicioso churrasco.



Wânderson, Zeca e Antônio, jogadores do IBDD convocados para a Seleção de Futebol de Sete que representará o país em Pequim, estavam presentes na torcida.


Pequenos Grandes Homens

O Vitória & Amigos deu um show e levantou a taça pela segunda vez (2006-08) após golear, na decisão, Furnas por 6 a 0. Nas outras duas edições, o clube foi vice-campeão e terceiro lugar. O grande jogador da equipe foi o jovem Thiago (sem deficiência), de apenas 14 anos. O zagueirão Everaldo deu segurança à defesa. Mas um trio chamou ainda mais atenção. Atletas com nanismo, Daniel, o canhotinha de ouro, César (camisa 11) e Eliu mostraram mais qualidade do que o ataque formado pelo Flamengo no Brasileiro de 1995. Edmundo, Romário e Sávio morreriam de inveja naquele sábado.


Daniel aproveitou para pedir algo especial ao Comitê Paraolímpico Brasileiro. “Sonho com a criação de uma seleção de futebol para pessoas com nanismo”, disse o habilidoso camisa 10, que já sofreu discriminação em uma pelada, mas provou a sua qualidade técnica.


“O sujeito não queria que eu participasse. Achava que poderia me machucar. Joguei e arrebentei. Após o término da partida, veio me pedir desculpas”, afirmou o craque.


Na primeira fase, o IBDD goleou o Time da Teresa (8 x 2) e o Barra do Piraí (4 x 1), mas empatou em 2 a 2 com o bicampeão V&A. Na fase semifinal, foi eliminado por Furnas ao perder por 4 a 3. Apesar disso, os apoiadores Mateus e Mito esbanjaram bom futebol.


Premiados

Das mãos da superintendente Teresa Costa d’Amaral e do gerente de Esportes, Matias Costa, alguns prêmios foram distribuídos para os melhores jogadores. O destaque foi Antônio, camisa 5 de Furnas. Paulo Cruz (IBDD e Seleção de Futebol de Sete), o melhor técnico da competição, entregou o troféu de artilheiro para seu filho, André (IBDD), autor de seis gols. Dênis, atleta amputado do Vitória & Amigos, foi o goleiro menos vazado, com apenas dois gols sofridos. Teresa homenageou também os goleiros Chilavert (IBDD) e Marcelo (Barra do Piraí).


O Time da Teresa, comandado pela superintendente, perdeu os dois primeiros jogos, mas teve seus momentos de pura garra, com as atuações de Ricardo Mangueira, ex-integrante da Seleção de Fut-7, do gerente de Esporte do IBDD, Matias Costa, do goleiro e treinador de bocha Erinaldo ‘Pit’ Chagas, dos zagueiros Darke e Marcos Santos, dos atacantes Leandro, Mansur e Wilton e do técnico Júlio. A única atuação comprometedora foi a do repórter e dublê de lateral-esquerdo Paulo Vitor, que mostrou sua total falta de condições físicas. A chuteira nova e os berros do auxiliar técnico da Seleção de Fut-7 e do IBDD, Marcel Maciel, não foram suficientes para que seu futebol escapasse do sofrível. Tudo bem. O importante é participar.

ZAGALLO ETERNO TEM 13 LETRAS

A morte é um ensinamento bruto de que o fim existe. É uma dolorosa lição de que precisamos ter uma biografia interessante na trajetória no P...