sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Lucas Prado brilha em Pequim
Lucas Prado consegue seu segundo ouro na Paraolimpíada nos 200m rasos T11 (cegueira total), com recorde mundial (22s48). Daniel Silva ficou em quarto lugar na final A.
BOCHA!!!

Foto do CPB/Divulgação
Jornal Lance
Paulo Vitor Ferreira
O Brasil é o país da bocha. Atletas da classe BC-4, Eliseu Santos e Dirceu Pinto conseguiram juntos três medalhas (duas na disputa individual e uma nas duplas) em Pequim. A dupla teve um desempenho fantástico numa modalidade com uma grande qualidade: a inclusão social de pessoas com deficiências severas (paralisia cerebral em grau elevado e outras).
Luiz Alberto de Castro é um dos praticantes desse esporte. Após mergulhar numa piscina e bater com a cabeça no fundo, Luiz fraturou três vértebras e ficou tetraplégico. Ele tornou-se dependente dos esforços de seu pai, também de nome Luiz Alberto. Mas sua vida começou a mudar quando estava em um tratamento no Hospital Sarah Kubitschek, em Belo Horizonte. Luiz conheceu o escritor Nardélio Fernandes.
- Ele me incentivou a praticar um esporte e a bocha parecia ser uma boa escolha. Na oportunidade, eu não fazia nada. Minha vida estava
limitada – disse.
Luiz Alberto procurou a Andef (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos). Lá, ouviu os conselhos de seus dois mestres: os atletas Antônio Carlos e Marcelo Monteiro.
- Eles me mostraram que eu poderia ser independente – afirmou.
Em dezembro do ano passado, Luiz participou de um torneio na Andef, e foi convidado para jogar bocha pelo Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Em março de 2008, participou do Regional Leste como atleta da classe BC-4 (atletas sem paralisia cerebral) e foi vice-campeão, perdendo a decisão para o amigo Antônio Carlos. Porém, a medalha de prata foi uma recompensa.
- Pratico bocha e rugby em cadeira de rodas. Esses esportes são ferramentas importantes na minha qualidade de vida – disse Luiz Alberto, esperançoso de que outras pessoas com deficiência procurem a bocha e seus benefícios.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Modalidades paraolímpicas
Nem todos os esportes para pessoas com deficiência são paraolímpicos. Existem 20 modalidades nos Jogos Paraolímpicos de Verão, que estão sendo realizados em Pequim, na China, até o dia 17 deste mês. A lista é essa: ciclismo, futebol de sete (para atletas com seqüelas de paralisia cerebral), halterofilismo, tiro, vôlei sentado, rugby em cadeira de rodas, atletismo, hipismo, goalball, remo, natação, basquete de cadeirantes, tênis em cadeira de rodas, bocha, futebol de cinco (para deficientes visuais), judô, tênis de mesa, arco-e-flecha, esgrima em cadeira de rodas e vela.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
O NOSSO GRANDE SILVA!

Foto do CPB/Divulgação
Texto retirado da coluna Espírito Paraolímpico, do jornal Lance
Paulo Vitor Ferreira
Antônio Tenório teve de enfrentar grandes adversários até a conquista do quarto título paraolímpico consecutivo (96-00-04-08) ao vencer Karin Zadarov, do Azerbaijão, na decisão da categoria até 100 kg. O primeiro deles foi na final da seletiva em São Paulo, realizada em 2008. O tetracampeão enfrentou Elmo Mamede e classificou-se para os Jogos de Pequim. Aliás, os dois treinam juntos. Mamede não foi para a China por detalhes, pois existia apenas uma vaga e porque competir com um monstro sagrado complicou a missão. Tenório chegou a levar um yuko de Mamede, mas conseguiu um ippon no final da luta.
Mamede tem 47 anos, foi atleta de boxe e começou no judô em 2001. Sem visão periférica no olho esquerdo e deslocamento de retina no direito, foi quatro vezes campeão brasileiro, conquistou medalhas em campeonatos para atletas sem deficiência e estava, em 2005, na equipe vice-campeã mundial para judocas com deficiência visual, em São Paulo.
- Já treinei muitas vezes com Tenório no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ele é um mestre, um instrutor muito bom, - disse o atleta.
Para tentar mostrar de que maneira Tenório derruba seus adversários no tatame, o judoca explicou como é o estilo do tetracampeão paraolímpico.
- Ele tem muita noção de espaço e tempo. Prepara o golpe e espera você entrar na posição que ele deseja. A partir daí, pode ter certeza de que vai derrubá-lo. Ele é daqueles lutadores com um estilo quase
imbatível - afirmou.
Praticante de tiro, Mamede até brincou em certos momentos da entrevista.
- Agora, posso explicar porque não fui para Pequim. Perdi para o melhor do mundo. E Tenório merece, pois é uma pessoa tranqüila e inteligente.
Antônio Tenório é um exemplo para 24,5 milhões de brasileiros com deficiência.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
TV BRASIL E LANCE! NA COBERTURA DOS JOGOS

O comentarista Paulo Vitor Ferreira está feliz da vida ao lado das apresentadoras e beldades paraolímpicas Letícia Sarandy (esquerda) e Luciana Baptista (direita)
A TV BRASIL ESTÁ FAZENDO UMA BELA COBERTURA DOS JOGOS PARAOLÍMPICOS. ASSISTA AOS BOLETINS DIÁRIOS, ÀS 18H E 00H10, E AO ESPORTVISÃO, DOMINGO, DE 21H ÀS 22H30. ALÉM DISSO, LEIA A COLUNA 'ESPÍRITO PARAOLÍMPICO', NO DIÁRIO LANCE!
BOCHA!
O Brasil estreou na bocha em Jogos Paraolímpicos de maneira brilhante. Dirceu Pinto venceu Yuk Wing Leung por 3 a 1 e conquistou a medalha de ouro na categoria BC-4. Derrotado pelo compatriota na semifinal, Eliseu Santos completou o pódio ao triunfar sobre o espanhol Jose Maria Dueso por 7 a 1.
O CEGO MAIS RÁPIDO DO MUNDO!
No atletismo, o destaque do dia foi Lucas Prado. Ele venceu os 100m rasos (classe T11) com o tempo de 11s03, batendo o seu próprio recorde mundial, que era de 11s19. Na mesma prova, mas no feminino, Terezinha Guilhermino e Ádria dos Santos ficaram com a prata e o bronze, respectivamente.
O CEGO MAIS RÁPIDO DO MUNDO!
No atletismo, o destaque do dia foi Lucas Prado. Ele venceu os 100m rasos (classe T11) com o tempo de 11s03, batendo o seu próprio recorde mundial, que era de 11s19. Na mesma prova, mas no feminino, Terezinha Guilhermino e Ádria dos Santos ficaram com a prata e o bronze, respectivamente.
sábado, 6 de setembro de 2008
Alegria e reconhecimento

Foto de Maurício Pinheiro/CPB
Foi um espetáculo. O Brasil, a quarta maior delegação dos Jogos Paraolímpicos, deu um show de alegria. Os 188 atletas da delegação desfilaram na abertura da Paraolimpíada, neste sábado, no Estádio Ninho de Pássaro, palco de tantos recordes e heróis.
À frente de todos os atletas estava o judoca da classe B1 (cego total), Antônio Tenório. Nada mais justo para quem é tricampeão paraolímpico. O atleta , da categoria até 100kg, foi o escolhido para levar a bandeira brasileira. Essa é a quarta participação de Tenório em Paraolimpíadas.
"É uma emoção indescritível. Pequim abriu com chave de ouro. Minhas sensações aqui foram muito melhores do que em Atenas. Os chineses estão de parabéns", contou o nosso supercampeão.
O clima de descontração marcou o desfile dos brasileiros, que se divertiram muito durante todo o evento.
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