Carnaval é sinônimo de folia. Essa frase valeu para milhões de pessoas que se esbaldaram em blocos e trios elétricos pelo país, mas não para um atleta com um passado recente brilhante: Clodoaldo Silva. Durante a festividade, o nadador paraolímpico treinou nove horas por dia na Associação Niteroiense de Deficientes Físicos (Andef), no estado do Rio de Janeiro.
Ele ficou mais de um ano sem competir por causa de problemas particulares. A fase ruim começou em setembro de 2008, quando recebeu um duro golpe dias antes do início dos Jogos Paraolímpicos de Pequim. O Comitê Paraolímpico Internacional o reclassificou. Dessa forma, foi obrigado a sair da classe S4 e teve de competir na S5, de ritmo muito mais forte e com atletas com menor comprometimento físico.
Os resultados não foram tão bons quanto os da Paraolimpíada de Atenas, em 2004. 'Clodo' conquistou apenas duas medalhas, uma de prata e uma de bronze, em provas de revezamento. Na Grécia, levou seis de ouro e uma de prata. Porém, o nadador espera voltar a ser o 'Tubarão das Piscinas', brilhando no esporte para pessoas com deficiência.
"Estou treinando forte. Quero ter bons resultados em 2010. Para isso, preciso me esforçar ao máximo. O Carnaval foi de muito trabalho. Sacrifiquei a folia, mas isso tudo valerá a pena no futuro", disse Clodoaldo.
Nos próximos dias, Clodoaldo Silva continuará as atividades físicas na Andef. A competição que pode marcar a volta do Tubarão das Piscinas deve ser a etapa norte-nordeste do Circuito Brasil Paraolímpico de Atletismo, Halterofilismo e Natação, em Belém, no Pará, entre os dias 12 e 14 de março. Ele nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, e está com 31 anos. O atleta conquistou 13 medalhas em três edições dos Jogos Olímpicos. Sua primeira Paraolimpíada foi a de Sydney, Austrália, em 2000. Na oportunidade, ganhou quatro medalhas, três de prata e uma de bronze.
A Andef é uma ONG que tem como objetivo apoiar o esporte para pessoas com deficiência física, visual ou intelectual. O Centro de Treinamento da associação é referência no país.
Para entender a classificação na natação paraolímpica:
O atleta é submetido à equipe de classificação, que fará testes de força muscular, mobilidade nas articulações e testes motores (realizados dentro da água). Vale a regra de que quanto maior a deficiência, menor o número da classe. As classes sempre começam com a letra S (swimming) e o atleta pode ter classificações diferentes para o nado peito (SB) e o medley (SM).
S1 a S10 / SB1 a SB9 / SM1 a SM10 – nadadores com limitações físicas.
S11, SB11, SM11 S12, SB12, SM12 S13, SB13, SM13 – nadadores com deficiência visual ou cegueira total (a classificação neste caso é a mesma do judô e futebol de cinco).
S14, SB14, SM14 – nadadores com deficiência intelectual.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Morre Luiz Algacir
Fonte: Comitê Paraolímkpico Brasileiro
Luiz Algacir faleceu às 6h30 do último sábado, aos 36 anos. Estava internado desde julho de 2009 para cirurgia de retirada de um tumor e tratamento do câncer. A medalha de prata conquistada nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, foi seu maior feito na carreira.
“Ele foi o maior atleta brasileiro do tênis de mesa”, garante Benedito Rodrigues de Oliveira, o Benê, técnico de Algacir. “As coisas não evoluíram", lamentou.
O presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, não escondeu a tristeza da perda do grande desportista. “Recebemos consternados com a notícia sobre o falecimento do atleta Luiz Algacir, um dos mais queridos no movimento paraolímpico", afirmou o dirigente.
“Ele foi um dos atletas de maior relevância no cenário nacional, teve uma carreira incrível, que culminou com a medalha de prata em Pequim. Além de um grande atleta era uma grande pessoa. Nossa condolências à família. O CPB se põe à disposição.”
Luiz era extremamente querido pelos amigos e companheiros de esporte. O tênis de mesa era a paixão deste paranaense que perdeu os movimentos das pernas aos 15 anos, após cair de uma árvore em Foz do Iguaçu.
O esporte entrou na sua vida aos 18 anos. Mas antes jogava basquete e tênis. Foi a amiga e também atleta Maria Luiza Passos que o convenceu a ir para o tênis de mesa. O encanto foi tanto que o sonho dele era ensinar a modalidade para crianças depois que abandonasse as competições.
“Quero encerrar a carreira realizado, depois de alcançar todos os meus objetivos. Mas não vou conseguir ficar longe do esporte, por isso pretendo ser técnico de crianças”, planejava antes da Paraolimpíada de Pequim.
Carreira bem-sucedida. Além da medalha de prata paraolímpica, o atleta tinha dois ouros parapan-americanos, conquistados em 2007, no Rio de Janeiro, um individual e outro em equipe. Luiz Algacir também foi eleito duas vezes consecutivas o melhor jogador cadeirante das Américas: em 2001 e 2002.
“Ele foi a pessoa mais fantástica com quem eu já trabalhei. Ele sabia ouvir, sabia aplicar a técnica e sabia treinar forte”, recorda Benê. Luiz Algacir foi enterrado ontem no Cemitério do Boqueirão.
Luiz Algacir faleceu às 6h30 do último sábado, aos 36 anos. Estava internado desde julho de 2009 para cirurgia de retirada de um tumor e tratamento do câncer. A medalha de prata conquistada nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, foi seu maior feito na carreira.
“Ele foi o maior atleta brasileiro do tênis de mesa”, garante Benedito Rodrigues de Oliveira, o Benê, técnico de Algacir. “As coisas não evoluíram", lamentou.
O presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, não escondeu a tristeza da perda do grande desportista. “Recebemos consternados com a notícia sobre o falecimento do atleta Luiz Algacir, um dos mais queridos no movimento paraolímpico", afirmou o dirigente.
“Ele foi um dos atletas de maior relevância no cenário nacional, teve uma carreira incrível, que culminou com a medalha de prata em Pequim. Além de um grande atleta era uma grande pessoa. Nossa condolências à família. O CPB se põe à disposição.”
Luiz era extremamente querido pelos amigos e companheiros de esporte. O tênis de mesa era a paixão deste paranaense que perdeu os movimentos das pernas aos 15 anos, após cair de uma árvore em Foz do Iguaçu.
O esporte entrou na sua vida aos 18 anos. Mas antes jogava basquete e tênis. Foi a amiga e também atleta Maria Luiza Passos que o convenceu a ir para o tênis de mesa. O encanto foi tanto que o sonho dele era ensinar a modalidade para crianças depois que abandonasse as competições.
“Quero encerrar a carreira realizado, depois de alcançar todos os meus objetivos. Mas não vou conseguir ficar longe do esporte, por isso pretendo ser técnico de crianças”, planejava antes da Paraolimpíada de Pequim.
Carreira bem-sucedida. Além da medalha de prata paraolímpica, o atleta tinha dois ouros parapan-americanos, conquistados em 2007, no Rio de Janeiro, um individual e outro em equipe. Luiz Algacir também foi eleito duas vezes consecutivas o melhor jogador cadeirante das Américas: em 2001 e 2002.
“Ele foi a pessoa mais fantástica com quem eu já trabalhei. Ele sabia ouvir, sabia aplicar a técnica e sabia treinar forte”, recorda Benê. Luiz Algacir foi enterrado ontem no Cemitério do Boqueirão.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
SELEÇÃO DE JUDÔ TREINA PARA O MUNDIAL
Os 13 atletas que representarão o Brasil no Mundial de Judô paraolímpico, no final de março, na Turquia, começaram ontem (no dia 18), em São Paulo, a primeira fase de treinamentos. Serão 20 dias de trabalhos em grupo. A ideia, segundo o coordenador técnico da seleção, Jaime Roberto Bragança, é investir pesado no preparo físico dos selecionados para, a partir do dia 25, depois dar dar atenção à parte técnica. As atividades terminarão no dia 6 de fevereiro.
“Para dar volume aos treinamentos optamos por treinar no Ibirapuera, junto com os atletas do Projeto Futuro”, diz Jaime Roberto.
O objetivo é deixar o grupo de 13 atletas preparados física, técnica e psicologicamente para o desafio na Turquia.
“Temos atletas de vários estados. Eles passarão por um período de treinos fortes. Isso vai tranquilizá-los durante o Mundial”, argumenta o coordenador técnico.
Dos 13 convocados, apenas três são da capital paulista e apenas apenas quatro são experientes: Antônio Tenório, Daniele Bernardes, Deanne Silva e Karla Ferreira são medalhistas paraolímpicos.
“Temos atletas novos que podem surpreender”, garante Jaime.
Os 13 convocados:
Alexandre Magno Ferreira da Silva / NATAL-RN / PESADO
Andréia Matos Canteiro / CAMPO GRANDE-MS / MEIO LEVE
Antônio Tenório da Silva – SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP / MEIO PESADO
Daniele Bernardes da Silva – SÃO PAULO-SP / MEIO MÉDIO
Deanne Silva de Almeida – BELO HORIZONTE-MG / PESADO
Dênis Aparecido Rosa – SÃO PAULO-SP / MEIO MÉDIO
Halyson Oliveira Botô – NATAL-RN / MEIO LEVE
Karla Ferreira Cardoso – RIO DE JANEIRO-RJ / LIGEIRO
Lucia da Silva Teixeira – SÃO PAULO-SP / LEVE
Magno Marques Gomes – MOGI DAS CRUZES-SP / LEVE
Roberto Julian Santos da Silva – RIO DE JANEIRO-RJ / MÉDIO
Rogério Campos dos Santos – MOGI DAS CRUZES-SP / LIGEIRO
Victória Santos de Almeida e Silva – CAMPO GRANDE-MS / MÉDIO
Comissão técnica:
Jaime Roberto Bragança – Coordenador da Modalidade – SÃO PAULO-SP
Alexandre de Almeida Garcia – Técnico – SÃO PAULO-SP
Tibério Marimbondo do Nascimento – Aux. Técnico – NATAL-RN
“Para dar volume aos treinamentos optamos por treinar no Ibirapuera, junto com os atletas do Projeto Futuro”, diz Jaime Roberto.
O objetivo é deixar o grupo de 13 atletas preparados física, técnica e psicologicamente para o desafio na Turquia.
“Temos atletas de vários estados. Eles passarão por um período de treinos fortes. Isso vai tranquilizá-los durante o Mundial”, argumenta o coordenador técnico.
Dos 13 convocados, apenas três são da capital paulista e apenas apenas quatro são experientes: Antônio Tenório, Daniele Bernardes, Deanne Silva e Karla Ferreira são medalhistas paraolímpicos.
“Temos atletas novos que podem surpreender”, garante Jaime.
Os 13 convocados:
Alexandre Magno Ferreira da Silva / NATAL-RN / PESADO
Andréia Matos Canteiro / CAMPO GRANDE-MS / MEIO LEVE
Antônio Tenório da Silva – SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP / MEIO PESADO
Daniele Bernardes da Silva – SÃO PAULO-SP / MEIO MÉDIO
Deanne Silva de Almeida – BELO HORIZONTE-MG / PESADO
Dênis Aparecido Rosa – SÃO PAULO-SP / MEIO MÉDIO
Halyson Oliveira Botô – NATAL-RN / MEIO LEVE
Karla Ferreira Cardoso – RIO DE JANEIRO-RJ / LIGEIRO
Lucia da Silva Teixeira – SÃO PAULO-SP / LEVE
Magno Marques Gomes – MOGI DAS CRUZES-SP / LEVE
Roberto Julian Santos da Silva – RIO DE JANEIRO-RJ / MÉDIO
Rogério Campos dos Santos – MOGI DAS CRUZES-SP / LIGEIRO
Victória Santos de Almeida e Silva – CAMPO GRANDE-MS / MÉDIO
Comissão técnica:
Jaime Roberto Bragança – Coordenador da Modalidade – SÃO PAULO-SP
Alexandre de Almeida Garcia – Técnico – SÃO PAULO-SP
Tibério Marimbondo do Nascimento – Aux. Técnico – NATAL-RN
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Prêmio Brasil Olímpico
Pela terceira vez seguida no Prêmio Brasil Olímpico, que acontece daqui a pouco no Maracanãzinho, o nadador Daniel Dias será escolhido o melhor atleta brasileiro com deficiência. Ele venceu o Laureus, o Oscar do Esporte, na categoria melhor desportista paraolímpico, e o Prêmio Brasil Paraolímpico. Além disso, bateu vários recordes mundiais em competições nacionais e internacionais. A remadora Josiane Lima também receberá a premiação. Josiane foi vice-campeã mundial de double skiff misto na Polônia, ao lado de Elton Santana.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Homenagem a Aldo Miccolis
Fonte: CPB
Faleceu na madrugada de segunda-feira Aldo Miccolis, presidente de honra do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Miccolis estava com 78 anos e sofreu um ataque cardíaco, entre 0h30 e 1h. Carioca, deixa esposa e filhos, e todo paraolimpismo brasileiro órfão. O velório será na Igreja Batista do Méier (Rua Hermengarda, 31), a partir das 12h.
Aldo Miccolis era conhecido no movimento paraolímpico como “A Lenda”, por seu papel pioneiro no movimento paraolímpico brasileiro. Começou em 1958, quando ele foi convidado por Robson Sampaio para ser o diretor do centro esportivo do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. Era o embrião do Comitê Paraolímpico. Miccolis ajudou a criar a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).
Foi diretor da entidade desde seus primeiros dias de existência, em 1975, até 2001. Ajudou na fundação da Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC), foi vice-presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), e era o atual presidente de honra da entidade.
“Eu sou o João Halevange do movimento paraolímpico”, comparava, cheio de orgulho, citando o ex-presidente da Fifa e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), que completará um século de vida no Rio 2016. Todas as vezes que o Brasil participou de uma edição de Jogos Paraolímpicos, lá estava Miccolis acompanhando a delegação.
De tanto acumular lembranças Aldo se empenhava em abrir um memorial paraolímpico na antiga sede do Clube do Otimismo, no bairro do Méier. “Guardo comigo a primeira medalha paraolímpica do Brasil e a bocha utilizada por Robson Sampaio e Luis Carlos Costa”, gabava-se.
A dupla a qual se referia Miccolis levou a bandeira brasileira a um pódio paraolímpico pela primeira vez na história na charmosa cidade de Toronto, no Canadá, em 1976. Era a segunda participação brasileira em Jogos – a primeira ocorreu quatro anos antes em Heidelberg, na Alemanha. Eles foram prata na bocha.
Miccolis diz que tinha o maior acervo da história do movimento paraolímpico. “Conto com a colaboração de familiares de atletas que já faleceram. Muita gente me envia recordações de competições passadas”, explicava.
“É uma perda irreparável. Aldo Miccolis foi uma das pedras fundamentais do movimento paraolímpico brasileiro. Sua incomensurável contribuição ao longo de mais de 50 anos ao esporte para as pessoas com deficiência foi decisiva para que o Brasil hoje seja reconhecido como potência paraolímpica. É um dia muito triste para todos nós. Que as boas lembranças e nossa solidariedade possam aliviar o sofrimento de sua esposa e filhos”, diz Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Faleceu na madrugada de segunda-feira Aldo Miccolis, presidente de honra do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Miccolis estava com 78 anos e sofreu um ataque cardíaco, entre 0h30 e 1h. Carioca, deixa esposa e filhos, e todo paraolimpismo brasileiro órfão. O velório será na Igreja Batista do Méier (Rua Hermengarda, 31), a partir das 12h.
Aldo Miccolis era conhecido no movimento paraolímpico como “A Lenda”, por seu papel pioneiro no movimento paraolímpico brasileiro. Começou em 1958, quando ele foi convidado por Robson Sampaio para ser o diretor do centro esportivo do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. Era o embrião do Comitê Paraolímpico. Miccolis ajudou a criar a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).
Foi diretor da entidade desde seus primeiros dias de existência, em 1975, até 2001. Ajudou na fundação da Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC), foi vice-presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), e era o atual presidente de honra da entidade.
“Eu sou o João Halevange do movimento paraolímpico”, comparava, cheio de orgulho, citando o ex-presidente da Fifa e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), que completará um século de vida no Rio 2016. Todas as vezes que o Brasil participou de uma edição de Jogos Paraolímpicos, lá estava Miccolis acompanhando a delegação.
De tanto acumular lembranças Aldo se empenhava em abrir um memorial paraolímpico na antiga sede do Clube do Otimismo, no bairro do Méier. “Guardo comigo a primeira medalha paraolímpica do Brasil e a bocha utilizada por Robson Sampaio e Luis Carlos Costa”, gabava-se.
A dupla a qual se referia Miccolis levou a bandeira brasileira a um pódio paraolímpico pela primeira vez na história na charmosa cidade de Toronto, no Canadá, em 1976. Era a segunda participação brasileira em Jogos – a primeira ocorreu quatro anos antes em Heidelberg, na Alemanha. Eles foram prata na bocha.
Miccolis diz que tinha o maior acervo da história do movimento paraolímpico. “Conto com a colaboração de familiares de atletas que já faleceram. Muita gente me envia recordações de competições passadas”, explicava.
“É uma perda irreparável. Aldo Miccolis foi uma das pedras fundamentais do movimento paraolímpico brasileiro. Sua incomensurável contribuição ao longo de mais de 50 anos ao esporte para as pessoas com deficiência foi decisiva para que o Brasil hoje seja reconhecido como potência paraolímpica. É um dia muito triste para todos nós. Que as boas lembranças e nossa solidariedade possam aliviar o sofrimento de sua esposa e filhos”, diz Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
PRÊMIO BRASIL PARAOLÍMPICO
O nadador Daniel Dias levou o troféu de melhor atleta masculino no Prêmio Brasil Paraolímpico, realizado terça-feira à noite, no Espaço Lamartine, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Na categoria feminina, Josiane Lima, vice-campeã mundial de remo na Polônia, classe double skiff misto, foi a vencedora.
Depois da brilhante participação no Mundial de Natação em Piscina Curta, com direito a oito ouros e oito recordes mundiais nas provas individuais, além de três pratas nos revezamentos, Daniel fechou o ano com mais uma conquista e agora só pensa em descansar.
“Quero agradecer primeiro a Deus, a meus patrocinadores, Mackenzie, Unimed Rio e ao Instituto Superar, além do Comitê Paraolímpico Brasileiro, que sempre nos deu apoio. E agradecer muito aos que votaram em mim e aos meus pais, que estão aqui, por terem me criado desse jeito”, disse Daniel, que este ano também ganhou o Laureus, o “Oscar do esporte mundial”, na categoria paraolímpica.
Josiane Lima fez um discurso emocionado. “Esse prêmio é para vocês, meninas, e para todos os atletas paraolímpicos. Sofremos preconceito porque existe um padrão de beleza e por isso temos de enxergar com o coração”, disse a remadora, que fez questão de agradecer também a Elton da Conceição Santana, seu parceiro no barco vice-campeão mundial.
Jonathan Santos e Viviane Soares faturaram o Prêmio de revelação masculina e feminina. O alagoano Jonathan bateu oito vezes o recorde mundial do arremesso de peso este ano. A carioca Viviane Soares, de 13 anos, brilhou no Mundial de Jovens, promovido pela IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esporte para Cegos), em Colorado Springs, em julho, e subiu três vezes ao ponto mais alto do pódio: nos 100m, nos 200m e nos 400 m rasos, na classe B3 (cego parcial).
Walquíria Campelo foi eleita a melhor treinadora. Ela é a responsável pelo treinamento de atletas como Jonathan Santos e Rosinha. O Futebol de Cinco (deficientes visuais) venceu na categoria melhor equipe. Jorge Luiz Souza, o Chocolate, ficou com o troféu de melhor atleta-guia pelo trabalho com Terezinha Guilhermina. Erinaldo Chagas foi eleito o melhor oficial técnico.
A TV Record ganhou o prêmio de melhor reportagem de TV, com uma reportagem sobre o halterofilismo. Saulo Cruz e Zero Hora ganharam nas categorias melhor foto e melhor reportagem de jornal, respectivamente, ambos sobre o nadador Daniel Dias.
O Prêmio Brasil Paraolímpico também prestou uma homenagem especial aos abnegados professores de educação física que, por muitas vezes, trabalham de graça para ajudar o movimento paraolímpico. O professor Francisco Matias, de Pernambuco, foi escolhido para receber a homenagem. Os depoimentos e a presença de Chico, que descobriu Rosinha, emocionou a todos no Espaço Lamartine.
OS PREMIADOS
Melhor atleta masculino: Daniel de Farias Dias
Melhor atleta feminino: Josiane Dias de Lima
Revelação Masculina: Jonathan de Souza Santos
Revelação Feminina: Viviane Soares
Melhor equipe: Futebol de 5
Melhor atleta-guia: Jorge Luiz, o Chocolate (guia da atleta Terezinha Guilhermina)
Melhor oficial Técnico: Erinaldo Batista das Chagas, o Pit
Melhor Técnico: Walquíria da Silva Campelo
Melhor Reportagem de TV: TV Record
Melhor Reportagem de Jornal: Zero Hora
Melhor Foto: Saulo Cruz
Prêmio Especial: homenagem aos professores de Educação Física Adaptada, representados por Francisco Matias
FONTES: CPB e INSTITUTO SUPERAR
Depois da brilhante participação no Mundial de Natação em Piscina Curta, com direito a oito ouros e oito recordes mundiais nas provas individuais, além de três pratas nos revezamentos, Daniel fechou o ano com mais uma conquista e agora só pensa em descansar.
“Quero agradecer primeiro a Deus, a meus patrocinadores, Mackenzie, Unimed Rio e ao Instituto Superar, além do Comitê Paraolímpico Brasileiro, que sempre nos deu apoio. E agradecer muito aos que votaram em mim e aos meus pais, que estão aqui, por terem me criado desse jeito”, disse Daniel, que este ano também ganhou o Laureus, o “Oscar do esporte mundial”, na categoria paraolímpica.
Josiane Lima fez um discurso emocionado. “Esse prêmio é para vocês, meninas, e para todos os atletas paraolímpicos. Sofremos preconceito porque existe um padrão de beleza e por isso temos de enxergar com o coração”, disse a remadora, que fez questão de agradecer também a Elton da Conceição Santana, seu parceiro no barco vice-campeão mundial.
Jonathan Santos e Viviane Soares faturaram o Prêmio de revelação masculina e feminina. O alagoano Jonathan bateu oito vezes o recorde mundial do arremesso de peso este ano. A carioca Viviane Soares, de 13 anos, brilhou no Mundial de Jovens, promovido pela IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esporte para Cegos), em Colorado Springs, em julho, e subiu três vezes ao ponto mais alto do pódio: nos 100m, nos 200m e nos 400 m rasos, na classe B3 (cego parcial).
Walquíria Campelo foi eleita a melhor treinadora. Ela é a responsável pelo treinamento de atletas como Jonathan Santos e Rosinha. O Futebol de Cinco (deficientes visuais) venceu na categoria melhor equipe. Jorge Luiz Souza, o Chocolate, ficou com o troféu de melhor atleta-guia pelo trabalho com Terezinha Guilhermina. Erinaldo Chagas foi eleito o melhor oficial técnico.
A TV Record ganhou o prêmio de melhor reportagem de TV, com uma reportagem sobre o halterofilismo. Saulo Cruz e Zero Hora ganharam nas categorias melhor foto e melhor reportagem de jornal, respectivamente, ambos sobre o nadador Daniel Dias.
O Prêmio Brasil Paraolímpico também prestou uma homenagem especial aos abnegados professores de educação física que, por muitas vezes, trabalham de graça para ajudar o movimento paraolímpico. O professor Francisco Matias, de Pernambuco, foi escolhido para receber a homenagem. Os depoimentos e a presença de Chico, que descobriu Rosinha, emocionou a todos no Espaço Lamartine.
OS PREMIADOS
Melhor atleta masculino: Daniel de Farias Dias
Melhor atleta feminino: Josiane Dias de Lima
Revelação Masculina: Jonathan de Souza Santos
Revelação Feminina: Viviane Soares
Melhor equipe: Futebol de 5
Melhor atleta-guia: Jorge Luiz, o Chocolate (guia da atleta Terezinha Guilhermina)
Melhor oficial Técnico: Erinaldo Batista das Chagas, o Pit
Melhor Técnico: Walquíria da Silva Campelo
Melhor Reportagem de TV: TV Record
Melhor Reportagem de Jornal: Zero Hora
Melhor Foto: Saulo Cruz
Prêmio Especial: homenagem aos professores de Educação Física Adaptada, representados por Francisco Matias
FONTES: CPB e INSTITUTO SUPERAR
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Urece é campeã mundial de futebol feminino
A Urece conquistou o primeiro Campeonato Mundial de futebol para mulheres cegas, realizado na Alemanha, na semana passada. A ONG tem parceria com o América.
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