A Associação Brasileira de Desportos em Cadeira de Rodas (ABRADECAR) foi desfiliada do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), desde o mês de janeiro, ao ser também desfiliada pela International Wheelchair & Amputee Sports Federation – IWAS. Em decorrência, a ABRADECAR deixa de atender os requisitos de filiação ao CPB, segundo o site do Comitê, conforme disposto no Parágrafo 1º do Artigo 4 do estatuto da organização.
De acordo com o site do Comitê Paraolímpico Brasileiro, em documento oficial encaminhado ao CPB em 22 de janeiro, a IWAS informou: “não recebemos nenhuma resposta da ABRADECAR e, por conseguinte, não podemos manter a filiação com eles. Não temos condições de ajudar se não houver comunicação ou propostas positivas para prosseguirmos e a situação já persiste há um ano e cremos que fomos mais do que pacientes nas circunstâncias. Escrevemos para a ABRADECAR oficialmente confirmando o término da filiação com a IWAS a partir de janeiro de 2008. A Diretoria Executiva da IWAS autorizou a procura de um membro em substituição da Abradecar para que a participação do Brasil em todos os eventos da IWAS não seja prejudicada. Gostaríamos de solicitar formalmente que o Comitê Paraolímpico Brasileiro considere em solicitar a filiação à IWAS em lugar da ABRADECAR. Prevendo uma resposta positiva, aguardamos o restabelecimento de uma relação próspera com o Brasil”.
O Comitê Paraolímpico Brasileiro recebeu a proposta da IWAS e tornou-se membro filiado àquela entidade. Os programas da IWAS no Brasil e a participação de delegações brasileiras em competições chanceladas por esta entidade continuarão normalmente, agora sob a gestão do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Luiz Cláudio Pereira,ex-presidente da Abradecar, se pronunciou sobre a problemática envolvendo a Associação.
"É lamentável uma instituição fundadora do paradesporto ser desfiliada internacionalmente por questões de regulamentação, culminando também no seu descredenciamento no cenário nacional depois de tantas glórias. Tivemos a redução do nosso leque de opções, principalmente para o esporte de cadeirantes. O esporte só não ficará órfão porque o Comitê Paraolímpico Brasileiro estará comandando suas atividades. Porém, isso não é tarefa do CPB e esperamos que o desporto para cadeirantes encontre o seu próprio caminho e que os nossos dirigentes compreendam de uma vez por todas que somente os esforços coletivos de um grande consenso nacional poderão trazer os benefícios necessários”, disse Luiz Cláudio.
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