sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

CONFIRA OS RESULTADOS DA COPA BRASIL DE FUTEBOL PARA CEGOS - SÉRIE B

Neste sábado, a Série B da Copa Brasil de Futebol de Cinco chega ao seu quarto dia. Veja todos os resultados até agora. Os dois primeiros sobem para a Série A da modalidade.

SEXTA-FEIRA, 15 de fevereiro
Urece - RJ 4 x 1 CCLBC - Campinas (SP)
ASCEPA - Pará 1 x 0 ADVC-Campos (RJ)
CRAQUE DA RODADA: RONALDO, CAMISA 10 - ASCEPA

QUINTA-FEIRA, 14/2
APADV - SP 5 x 2 ADVC
ASCEPA 2 x 0 CCLBC

QUARTA-FEIRA, 13/2
APADV 3 X 0 CCLBC
URECE 3 X 2 ASCEPA

ENCONTRO DE OURO

A comissão técnica da Seleção Brasileira de Futebol de Sete recebeu a visita ilustre do técnico e chamador da Seleção de Futebol de Cinco (para cegos), Roderley. Medalha de ouro em Atenas-2004 e no Parapan-2007, o treinador visitou as instalações do Aterro do bairro do Flamengo, onde o time do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) para paralisados cerebrais treina com muita motivação, comandado pela comissão técnica do próprio Instituto e da Seleção Brasileira de Futebol de Sete (prata nos Jogos de 2004 e ouro no Parapan), formada pelo técnico Paulo Cruz, o preparador físico Marcel Maciel e a simpática fisioterapeuta Márcia Fernandes.

Coordenador da Copa Brasil de Futebol para Cegos, realizada nesta semana no Instituto Benjamin Constant, no Rio, Roderley falou sobre o encontro de ouro.

“Nós nos encontramos nos Jogos Paraolímpicos de Atenas-2004 e no Parapan-2007. Foi muito legal. Era um torcendo pelo outro. Acho muito bom reencontrar amigos. Considero que o trabalho feito pela comissão técnica de Futebol de Sete é excelente”, elogiou Roderley.

Goalball da Urece estréia com pé direito

As duas mais novas equipes esportivas da Urece deram show em sua
primeira competição oficial. Os times de goalball masculino e feminino
participaram da Série B do Campeonato Brasileiro da modalidade,
realizada na cidade de Pindamonhangaba (SP), no último final de semana.

Entre os homens, o título veio de forma incontestável, já
as meninas ficaram com um brilhante segundo lugar. "Mais importante do
que o título foi termos conseguido o acesso nas duas categorias. Agora
a Urece está na elite do goalball brasileiro", comentou o presidente
Anderson Dias, com passagens pela Seleção de Futebol de Cinco e Remo Adaptável. Para a competição, a Urece pagou a preparação, os
uniformes e o transporte de dez atletas e da comissão técnica.


O presidente Anderson Dias falou da formação das equipes do Futebol de Cinco (para cegos) e do Goalball. "Foi uma conquista muito grande ter essas novas equipes, as duas de goalball e a de futebol. No
entanto, mais do que nunca precisamos dos nossos torcedores de
primeira e de parcerias e patrocínios para podermos dar condições a
esses novos atletas." Com essas novas equipes, o número de esportistas da
Urece subiu para 50. "Isso é uma alegria enorme, mas também é uma
responsabilidade imensa", avalia Dias.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

ABRADECAR É DESFILIADA DO CPB

A Associação Brasileira de Desportos em Cadeira de Rodas (ABRADECAR) foi desfiliada do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), desde o mês de janeiro, ao ser também desfiliada pela International Wheelchair & Amputee Sports Federation – IWAS. Em decorrência, a ABRADECAR deixa de atender os requisitos de filiação ao CPB, segundo o site do Comitê, conforme disposto no Parágrafo 1º do Artigo 4 do estatuto da organização.

De acordo com o site do Comitê Paraolímpico Brasileiro, em documento oficial encaminhado ao CPB em 22 de janeiro, a IWAS informou: “não recebemos nenhuma resposta da ABRADECAR e, por conseguinte, não podemos manter a filiação com eles. Não temos condições de ajudar se não houver comunicação ou propostas positivas para prosseguirmos e a situação já persiste há um ano e cremos que fomos mais do que pacientes nas circunstâncias. Escrevemos para a ABRADECAR oficialmente confirmando o término da filiação com a IWAS a partir de janeiro de 2008. A Diretoria Executiva da IWAS autorizou a procura de um membro em substituição da Abradecar para que a participação do Brasil em todos os eventos da IWAS não seja prejudicada. Gostaríamos de solicitar formalmente que o Comitê Paraolímpico Brasileiro considere em solicitar a filiação à IWAS em lugar da ABRADECAR. Prevendo uma resposta positiva, aguardamos o restabelecimento de uma relação próspera com o Brasil”.

O Comitê Paraolímpico Brasileiro recebeu a proposta da IWAS e tornou-se membro filiado àquela entidade. Os programas da IWAS no Brasil e a participação de delegações brasileiras em competições chanceladas por esta entidade continuarão normalmente, agora sob a gestão do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

Luiz Cláudio Pereira,ex-presidente da Abradecar, se pronunciou sobre a problemática envolvendo a Associação.

"É lamentável uma instituição fundadora do paradesporto ser desfiliada internacionalmente por questões de regulamentação, culminando também no seu descredenciamento no cenário nacional depois de tantas glórias. Tivemos a redução do nosso leque de opções, principalmente para o esporte de cadeirantes. O esporte só não ficará órfão porque o Comitê Paraolímpico Brasileiro estará comandando suas atividades. Porém, isso não é tarefa do CPB e esperamos que o desporto para cadeirantes encontre o seu próprio caminho e que os nossos dirigentes compreendam de uma vez por todas que somente os esforços coletivos de um grande consenso nacional poderão trazer os benefícios necessários”, disse Luiz Cláudio.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Futebol de Cegos é a principal atração da Cidade Maravilhosa

De 13 a 17 de fevereiro, o Instituto Benjamin Constant, na Urca, Rio de Janeiro, será palco da Série B da Copa Brasil de Futebol para Cegos. A competição terá a participação de aproximadamente 100 atletas divididos em cinco equipes: São Bernardo do Campo (SP), Campinas(SP), Rio de Janeiro(RJ), Campos dos Goytacazes (RJ) e Belém (PA). As partidas acontecerão à tarde, a partir das 15h, exceto no domingo, onde começarão às 9h.

O campeonato tem o apoio do Comitê Paraolímpico Brasileiro – CPB, da Federação de Esporte para Cegos do Estado do Rio de Janeiro (FECERJ) e do Instituto Benjamin Constant (IBC).

Endereço do Instituto Benjamin Constant
Av. Pasteur, 350 - Urca - Rio de Janeiro

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Deficientes mostram que têm muito samba no pé, quer dizer, nas rodas, muletas etc.

“Essa celebração anima a alma”. Com esta frase, Rafael Coimbra, atleta da equipe de bocha do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) e paralisado cerebral (comprometimento físico), deixa claro que o bloco carnavalesco de sugestivo nome ‘Senta que eu empurro’ foi peça fundamental para mostrar a alegria de viver dos deficientes, que fizeram a festa nas ruas Artur Bernardes (de onde saiu o bloco idealizado pelos funcionários do IBDD), Bento Lisboa e Dois de Dezembro, na sexta-feira, dia 1º de fevereiro.




O ‘Senta que eu empurro’ deu uma alegria a mais na vida de Rafael. Perguntado pela manhã, após o treino da equipe, como era sua vida antes de conhecer as atividades do Instituto, o inteligente Rafael, estudante de jornalismo e autor de algumas poesias ainda não-publicadas, foi taxativo. “Não conseguia me olhar no espelho”, disse Rafael, que é cadeirante.




Durante a apresentação do bloco pelo bairro do Catete, Rafael Coimbra era de uma vivacidade impressionante. Cantava o samba descontraído e, ao mesmo tempo, politizado do ‘Senta que eu empurro’, brincava com todos os integrantes, flertava com as mulheres presentes e até exibia sem pudor um preservativo. “Carnaval sem sexo não existe”, afirmou, às gargalhadas.




Além de Rafael, outros demonstravam a sua vontade de viver intensamente. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Andrei Bastos e Ana Cláudia, sambou para valer. Wellington, assistente de serviços gerais do IBDD, botou ordem na casa ao controlar o tráfego de carros nas ruas. Outros integrantes da ONG mostraram que sabem tudo de carnaval, como Samara da Matta, paralisada cerebral e outra integrante da equipe de bocha, sempre animada, ao lado de sua mãe Sônia.




João Carlos Farias (que mexia sua cadeira de rodas de maneira frenética de um lado para o outro), Luiz Cláudio Pereira, Márcia Fernandes e até o fã de óperas Cassiano Fernandez se renderam à maior festa & arte popular do país.




A bateria deu o ritmo certo e não ‘atravessou’. Já o autor do samba e intérprete Murilo Di Vangô não escondeu a satisfação de ter participado do primeiro desfile do ‘Senta que eu empurro’. “Achei maravilhoso. É muito bom participar dessa idéia pioneira e estar com amigos”, afirmou Di Vangô, que teve paralisia infantil.




Vários moradores do bairro se encantaram com o bloco. Entre eles, Eduardo Gonçalves falou da importância da iniciativa. “É mais uma mostra da superação do deficiente, que tem de brincar o Carnaval mesmo!”, verbalizou.




A ex-deputada estadual e ex-técnica da Seleção Brasileira de Ginástica Olímpica Georgette Vidor também deu o ar de sua graça: “As pessoas com deficiência têm de estar em todos os lugares, mas um bloco desse tipo é de grande importância.”




SAPUCAÍ ACESSÍVEL




A festa continuou no domingo e na segunda-feira, dias 3 e 4, no Sambódromo. Ana Cláudia, a estrela maior do IBDD no Carnaval, não se contentou em ser a porta-bandeira do ‘Senta que eu empurro’ e desfilou na Portela e na Grande Rio, as escolas do Grupo Especial com alas de cadeirantes.




LUGAR RESERVADO PARA A FOLIA




O Setor 13, na frisa, foi destinado a pessoas com deficiência e seus acompanhantes e palco de muita descontração. Os atletas Wânderson (Futebol de Sete), Roberto Paixão (Judô) e Viviane Macedo (Dança Esportiva em Cadeira de Rodas) compareceram com grande brilho.




Casais pra lá de felizes foram dar demonstrações públicas de seu amor na ‘Passarela do Samba’, como o cadeirante Rosemberg e a andante Kátia Oliveira.


“Estamos casados há cinco anos. Nós nos conhecemos numa festa”, resumiu Rosemberg, paraplégico. Já Kátia, que não é deficiente, preferiu dar o segredo da união entre os dois. “Temos muito companheirismo. Ele possui muitas qualidades”, disse.




Outro casal que encantou a Sapucaí foi Luiz Cláudio, andante sem deficiência, e Amanda Santos, cadeirante. “Estamos noivos e curtindo muito o Carnaval”, afirmou Luiz, torcedor da Vila Isabel, que mostrava ter muito carinho com a salgueirense Amanda, uma mulata realmente linda.




Mas não foram só os casais que brilharam na Sapucaí. Ademir Cruz de Almeida, amputado da perna direita, capitão da Seleção de Futebol e presidente da Associação Brasileira de Desportos para Amputados, pulou como uma criança: “É a primeira vez que vejo o desfile na Sapucaí. Estou muito feliz. É uma oportunidade única.”




Os portadores de Síndrome de Down mostraram também muito samba no pé. Renato Rosário, de 38 anos, vibrou com o bicampeonato da Beija-Flor, agora são cinco títulos em seis anos. Leonardo Costa, 37, e Stela Caroline, 17, deram inveja a muitos passistas. “É o primeiro ano que venho ao Sambódromo. O desfile é muito bonito”, encantou-se Caroline, que desfilou na Estrelinha de Padre Miguel e estava acompanhada da mãe, Vilma Morais.




NÃO DÁ PRA VER NADA





Os cadeirantes tiveram uma visão privilegiada (ficaram do lado da pista da Sapucaí). Integrante da ala dos artistas da Mangueira, a atriz Luana Piovani aproveitou a proximidade do espaço reservado a eles e distribuiu beijinhos em todos. Mas só os cadeirantes tiveram grande sorte, pois o único contratempo no Sambódromo foi a distância entre o setor destinado aos andantes (setor13-frisa), deficientes ou não, e a passarela. Muitos foliões pediram uma solução para o ano que vem.




Apesar desse problema, o ‘Carnaval da Inclusão’ continuou brilhando intensamente e as pessoas com deficiência provaram que têm o direito de celebrar a vida e o dever de se divertir.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

RECORDE! Brasil tem 160 vagas para Pequim

Atletismo garante 48 vagas nos Jogos Paraolímpicos

Bonn, Alemanha - O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) antecipou nesta sexta-feira o anúncio do número das vagas de cada país no Atletismo na Paraolimpíada de Pequim-2008. O Brasil terá 48 vagas na modalidade. São 31 vagas masculinas e 17 femininas, representando uma aumento de mais de 180% em relação às 17 vagas dos Jogos de Atenas 2004.
O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) funciona como confederação brasileira para esta modalidade. Para o presidente do CPB, Vital Severino Neto, as 48 vagas evidenciam o bom trabalho feito pela entidade em relação ao atletismo. “Estamos muito felizes com esse anúncio antecipado do IPC. Mostra claramente que a estratégia de desenvolvimento que planejamos e implementamos para a modalidade está atingindo os resultados desejados, prova do sucesso de nosso trabalho. É um número histórico”, disse o presidente do CPB.

Andrew Parsons, secretário geral do CPB, mostrou outros dados que trazem orgulho para os brasileiros.
“Em relação ao total da vagas, o Brasil ficou em segundo lugar, empatado com a Austrália, na frente de grandes potências como Estados Unidos (44 vagas), Alemanha (42 vagas) e Grã-Bretanha (36 anos). Na nossa frente, só ficou a China (80 vagas), que será a dona da casa durante os Jogos de Pequim”, explica.

No total de sua delegação, o Brasil já soma 160 vagas em 15 modalidades (o programa paraolímpico tem 20 modalidades), no que é, de longe, a maior participação brasileira na história dos Jogos Paraolímpicos. O crescimento do número de atletas já é superior a 60%, superando a meta de 150 vagas estabelecida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Em Atenas, a delegação brasileira representou o país com 98 atletas em 13 modalidades, um grande avanço em relação aos Jogos de Sydney (64 atletas em nove modalidades).
A meta é colocar o Brasil em 12º lugar no quadro geral de medalhas.
Os Jogos Paraolímpicos de Pequim serão realizados de 6 a 17 de setembro de 2008, utilizando as mesmas instalações dos Jogos Olímpicos.

ZAGALLO ETERNO TEM 13 LETRAS

A morte é um ensinamento bruto de que o fim existe. É uma dolorosa lição de que precisamos ter uma biografia interessante na trajetória no P...