O nadador Clodoaldo Silva comunicou neste domingo ao Comitê Paraolímpico Brasileiro sobre a possibilidade de não se apresentar para a reavaliação funcional determinada pelo Comitê Paraolímpico Internacional (IPC).
No final de junho, o atleta foi notificado, através do CPB, que o IPC recebeu e aceitou um protesto para que fosse reavaliado com relação a sua classificação funcional. O país que fez o protesto não foi divulgado.
“Ficamos tristes com essa notícia, pois o Clodoaldo é o atleta mais conhecido e reconhecido da nossa delegação. Porém, essa é uma decisão pessoal que não cabe ao CPB. A classificação funcional faz parte do esporte paraolímpico e todos os atletas estão sujeitos a passar por ela”, disse Vital Severino Neto, presidente do CPB.
O IPC fez um comunicado oficial ao Comitê Paraolímpico Brasileiro, que repassou a informação ao atleta. Clodoaldo Silva tinha, segundo o ofício enviado ao Brasil, duas opções para passar pela junta de reavaliação: uma competição aberta no Canadá, a Can-Am Disability Championship ou o período oficial de classificações funcionais em Pequim, de 1 a 4 de setembro.
Na época Clodoaldo Silva, após reunião com dirigentes do CPB, que o orientaram a optar pela reavaliação no Canadá, para que existisse tempo de reação no caso de um resultado negativo para o atleta. Na oportunidade, ele alegou uma contusão e disse que preferia passar pela banca em Pequim.
A classificação é um fator de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e funcional, aproximando o grau de dificuldade entre os competidores com diferentes deficiências. Cada modalidade determina seu próprio sistema de classificação, baseado em aspectos funcionais. O atleta é submetido a uma avaliação por uma equipe de classificadores, que, através de testes de força muscular, mobilidade articular, testes funcionais (realizados dentro da água) e análise de resíduo muscular, determina a classe esportiva do atleta.
Tais classificadores são credenciados pelo IPC e têm formação médica, técnica e fisioterápica.
Atualmente Clodoaldo compete na classe S4 (S de swimming, natação em inglês). Sendo de S1 a S10 os possíveis níveis na natação para atletas com deficiências físicas. O número 1 aplica-se ao maior grau de dificuldade e o 10 ao menor.
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