A equipe brasileira de adestramento eqüestre paraolímpico embarcou nesta quarta-feira (dia 27) rumo aos Jogos de Pequim-2008. Os atletas viajaram da cidade de Aachen, na Alemanha, até Hong Kong, sede das disputas de hipismo da Paraolimpíada. As montarias estavam em quarentena e embarcaram na terça-feira. Pela primeira vez, o Brasil levará uma equipe completa para participar dos Jogos. Os atletas Marcos Fernandes, Sérgio Froés, Elisa Melaranci e Davi Salazaar representarão o país. A estréia na modalidade será no dia 7 de setembro.
Os animais que serão utilizados no Centro Eqüestre de Sha Tin, em Hong Kong, foram alugados na França, com exceção do cavalo de Marcos Fernandes, e estão sendo treinados pelo cavaleiro Nicolas Commange.
O cavalo de Marcos foi presente do atleta Doda Miranda. A técnica Marcela Pimentel e a diretora de Equitação Especial da CBH, Flávia Mello, fazem parte da delegação.
“Os cavaleiros treinaram muito bem neste período no Centro Eqüestre de Aachen. Este período de quarentena foi importante para se adaptarem aos novos animais, alugados. A equipe apresentou progressos. Nós estamos muito otimistas”, explicou a diretora de Equitação Especial da Confederação Brasileira de Hipismo Flávia Mello.
No hipismo paraolímpico existem cinco graus (Ia, Ib, II, III e IV). Os atletas passam por uma avaliação física (fisioterapeuta e médico credenciados pela CBH e FEI) e são classificados de acordo com a funcionalidade dos membros.
Os mais comprometidos estão no grau I e os menos no IV. No grau Ia, a reprise é só ao passo. No grau Ib, a reprise é ao passo e ao trote. No grau II, é no passo e no trote, porém com um nível maior de dificuldade. Grau III tem passo, trote e galope e grau IV, passo, trote e galope mais difíceis.
O cavaleiro Sérgio Froés compete no grau Ia. Marcos Fernandes e Davi Salazaar estão no grau Ib. A amazona Elisa Melaranci no grau II.
O esporte hípico eqüestre paraolímpico iniciou-se no Brasil em 2004 e já teve um representante na Paraolimpíada de Atenas. Marcos Fernandes Alves, o Joca, tornou-se o primeiro e único representante brasileiro do hipismo naquela edição.
O adestramento é uma modalidade do hipismo clássico. De acordo com a Confederação Brasileira da modalidade, o adestramento tem o propósito de ensinar padrões e técnicas precisas, corretas e úteis que levam à harmonia de movimentos entre o cavalo e o cavaleiro, desenvolvendo no animal disciplina, prontidão e elegância nos movimentos.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
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