domingo, 31 de agosto de 2008
Notinha de desabafo!
Uma pena. Perder o talento de Clodoaldo Silva em Pequim é algo angustiante para o esporte. Nosso grande campeão das piscinas sempre foi nosso mais reconhecido atleta paraolímpico. A tristeza toma conta desse humilde blogueiro. O dono de seis medalhas de ouro em Atenas-2004 é presença obrigatória na China. A ausência desse ídolo brasileiro significa uma ferida aberta na competição.
Clodoaldo fora da Paraolimpíada?
O nadador Clodoaldo Silva comunicou neste domingo ao Comitê Paraolímpico Brasileiro sobre a possibilidade de não se apresentar para a reavaliação funcional determinada pelo Comitê Paraolímpico Internacional (IPC).
No final de junho, o atleta foi notificado, através do CPB, que o IPC recebeu e aceitou um protesto para que fosse reavaliado com relação a sua classificação funcional. O país que fez o protesto não foi divulgado.
“Ficamos tristes com essa notícia, pois o Clodoaldo é o atleta mais conhecido e reconhecido da nossa delegação. Porém, essa é uma decisão pessoal que não cabe ao CPB. A classificação funcional faz parte do esporte paraolímpico e todos os atletas estão sujeitos a passar por ela”, disse Vital Severino Neto, presidente do CPB.
O IPC fez um comunicado oficial ao Comitê Paraolímpico Brasileiro, que repassou a informação ao atleta. Clodoaldo Silva tinha, segundo o ofício enviado ao Brasil, duas opções para passar pela junta de reavaliação: uma competição aberta no Canadá, a Can-Am Disability Championship ou o período oficial de classificações funcionais em Pequim, de 1 a 4 de setembro.
Na época Clodoaldo Silva, após reunião com dirigentes do CPB, que o orientaram a optar pela reavaliação no Canadá, para que existisse tempo de reação no caso de um resultado negativo para o atleta. Na oportunidade, ele alegou uma contusão e disse que preferia passar pela banca em Pequim.
A classificação é um fator de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e funcional, aproximando o grau de dificuldade entre os competidores com diferentes deficiências. Cada modalidade determina seu próprio sistema de classificação, baseado em aspectos funcionais. O atleta é submetido a uma avaliação por uma equipe de classificadores, que, através de testes de força muscular, mobilidade articular, testes funcionais (realizados dentro da água) e análise de resíduo muscular, determina a classe esportiva do atleta.
Tais classificadores são credenciados pelo IPC e têm formação médica, técnica e fisioterápica.
Atualmente Clodoaldo compete na classe S4 (S de swimming, natação em inglês). Sendo de S1 a S10 os possíveis níveis na natação para atletas com deficiências físicas. O número 1 aplica-se ao maior grau de dificuldade e o 10 ao menor.
No final de junho, o atleta foi notificado, através do CPB, que o IPC recebeu e aceitou um protesto para que fosse reavaliado com relação a sua classificação funcional. O país que fez o protesto não foi divulgado.
“Ficamos tristes com essa notícia, pois o Clodoaldo é o atleta mais conhecido e reconhecido da nossa delegação. Porém, essa é uma decisão pessoal que não cabe ao CPB. A classificação funcional faz parte do esporte paraolímpico e todos os atletas estão sujeitos a passar por ela”, disse Vital Severino Neto, presidente do CPB.
O IPC fez um comunicado oficial ao Comitê Paraolímpico Brasileiro, que repassou a informação ao atleta. Clodoaldo Silva tinha, segundo o ofício enviado ao Brasil, duas opções para passar pela junta de reavaliação: uma competição aberta no Canadá, a Can-Am Disability Championship ou o período oficial de classificações funcionais em Pequim, de 1 a 4 de setembro.
Na época Clodoaldo Silva, após reunião com dirigentes do CPB, que o orientaram a optar pela reavaliação no Canadá, para que existisse tempo de reação no caso de um resultado negativo para o atleta. Na oportunidade, ele alegou uma contusão e disse que preferia passar pela banca em Pequim.
A classificação é um fator de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e funcional, aproximando o grau de dificuldade entre os competidores com diferentes deficiências. Cada modalidade determina seu próprio sistema de classificação, baseado em aspectos funcionais. O atleta é submetido a uma avaliação por uma equipe de classificadores, que, através de testes de força muscular, mobilidade articular, testes funcionais (realizados dentro da água) e análise de resíduo muscular, determina a classe esportiva do atleta.
Tais classificadores são credenciados pelo IPC e têm formação médica, técnica e fisioterápica.
Atualmente Clodoaldo compete na classe S4 (S de swimming, natação em inglês). Sendo de S1 a S10 os possíveis níveis na natação para atletas com deficiências físicas. O número 1 aplica-se ao maior grau de dificuldade e o 10 ao menor.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Experiência e juventude
A delegação brasileira de atletismo em Pequim terá 48 integrantes, a segunda maior dos Jogos, perdendo apenas para a da China. O velocista André Garcia (baixa visão) é um dos mais experientes, pois participou de Sydney-2000.
“Estava lesionado. Mesmo assim, consegui duas medalhas de prata (nos 100m e 200m). Para os Jogos de Pequim, acredito que estou muito bem preparado”, diz o atleta.
INÉDITO - O Brasil participará pela primeira vez do revezamento para deficientes físicos. Nessa categoria, a equipe é formada por dois atletas com deficiência nos membros inferiores ou amputação de perna e outros dois com deficiência no braço. Um grande nome é o de Alan Fonteles, de apenas 16 anos. Ele tem as duas pernas amputadas. A equipe possui outros grandes velocistas: Antonio Delfino e Yohansson do Nascimento.
“Treino muito para contribuir com a equipe. Observo bem os mais experientes”, disse Alan Fonteles.
Além da nova prova, ele experimenta uma nova sensação: Alan trocou sua prótese de corrida e está 11 centímetros mais alto.
“Estava lesionado. Mesmo assim, consegui duas medalhas de prata (nos 100m e 200m). Para os Jogos de Pequim, acredito que estou muito bem preparado”, diz o atleta.
INÉDITO - O Brasil participará pela primeira vez do revezamento para deficientes físicos. Nessa categoria, a equipe é formada por dois atletas com deficiência nos membros inferiores ou amputação de perna e outros dois com deficiência no braço. Um grande nome é o de Alan Fonteles, de apenas 16 anos. Ele tem as duas pernas amputadas. A equipe possui outros grandes velocistas: Antonio Delfino e Yohansson do Nascimento.
“Treino muito para contribuir com a equipe. Observo bem os mais experientes”, disse Alan Fonteles.
Além da nova prova, ele experimenta uma nova sensação: Alan trocou sua prótese de corrida e está 11 centímetros mais alto.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
HIPISMO BRASILEIRO
A equipe brasileira de adestramento eqüestre paraolímpico embarcou nesta quarta-feira (dia 27) rumo aos Jogos de Pequim-2008. Os atletas viajaram da cidade de Aachen, na Alemanha, até Hong Kong, sede das disputas de hipismo da Paraolimpíada. As montarias estavam em quarentena e embarcaram na terça-feira. Pela primeira vez, o Brasil levará uma equipe completa para participar dos Jogos. Os atletas Marcos Fernandes, Sérgio Froés, Elisa Melaranci e Davi Salazaar representarão o país. A estréia na modalidade será no dia 7 de setembro.
Os animais que serão utilizados no Centro Eqüestre de Sha Tin, em Hong Kong, foram alugados na França, com exceção do cavalo de Marcos Fernandes, e estão sendo treinados pelo cavaleiro Nicolas Commange.
O cavalo de Marcos foi presente do atleta Doda Miranda. A técnica Marcela Pimentel e a diretora de Equitação Especial da CBH, Flávia Mello, fazem parte da delegação.
“Os cavaleiros treinaram muito bem neste período no Centro Eqüestre de Aachen. Este período de quarentena foi importante para se adaptarem aos novos animais, alugados. A equipe apresentou progressos. Nós estamos muito otimistas”, explicou a diretora de Equitação Especial da Confederação Brasileira de Hipismo Flávia Mello.
No hipismo paraolímpico existem cinco graus (Ia, Ib, II, III e IV). Os atletas passam por uma avaliação física (fisioterapeuta e médico credenciados pela CBH e FEI) e são classificados de acordo com a funcionalidade dos membros.
Os mais comprometidos estão no grau I e os menos no IV. No grau Ia, a reprise é só ao passo. No grau Ib, a reprise é ao passo e ao trote. No grau II, é no passo e no trote, porém com um nível maior de dificuldade. Grau III tem passo, trote e galope e grau IV, passo, trote e galope mais difíceis.
O cavaleiro Sérgio Froés compete no grau Ia. Marcos Fernandes e Davi Salazaar estão no grau Ib. A amazona Elisa Melaranci no grau II.
O esporte hípico eqüestre paraolímpico iniciou-se no Brasil em 2004 e já teve um representante na Paraolimpíada de Atenas. Marcos Fernandes Alves, o Joca, tornou-se o primeiro e único representante brasileiro do hipismo naquela edição.
O adestramento é uma modalidade do hipismo clássico. De acordo com a Confederação Brasileira da modalidade, o adestramento tem o propósito de ensinar padrões e técnicas precisas, corretas e úteis que levam à harmonia de movimentos entre o cavalo e o cavaleiro, desenvolvendo no animal disciplina, prontidão e elegância nos movimentos.
Os animais que serão utilizados no Centro Eqüestre de Sha Tin, em Hong Kong, foram alugados na França, com exceção do cavalo de Marcos Fernandes, e estão sendo treinados pelo cavaleiro Nicolas Commange.
O cavalo de Marcos foi presente do atleta Doda Miranda. A técnica Marcela Pimentel e a diretora de Equitação Especial da CBH, Flávia Mello, fazem parte da delegação.
“Os cavaleiros treinaram muito bem neste período no Centro Eqüestre de Aachen. Este período de quarentena foi importante para se adaptarem aos novos animais, alugados. A equipe apresentou progressos. Nós estamos muito otimistas”, explicou a diretora de Equitação Especial da Confederação Brasileira de Hipismo Flávia Mello.
No hipismo paraolímpico existem cinco graus (Ia, Ib, II, III e IV). Os atletas passam por uma avaliação física (fisioterapeuta e médico credenciados pela CBH e FEI) e são classificados de acordo com a funcionalidade dos membros.
Os mais comprometidos estão no grau I e os menos no IV. No grau Ia, a reprise é só ao passo. No grau Ib, a reprise é ao passo e ao trote. No grau II, é no passo e no trote, porém com um nível maior de dificuldade. Grau III tem passo, trote e galope e grau IV, passo, trote e galope mais difíceis.
O cavaleiro Sérgio Froés compete no grau Ia. Marcos Fernandes e Davi Salazaar estão no grau Ib. A amazona Elisa Melaranci no grau II.
O esporte hípico eqüestre paraolímpico iniciou-se no Brasil em 2004 e já teve um representante na Paraolimpíada de Atenas. Marcos Fernandes Alves, o Joca, tornou-se o primeiro e único representante brasileiro do hipismo naquela edição.
O adestramento é uma modalidade do hipismo clássico. De acordo com a Confederação Brasileira da modalidade, o adestramento tem o propósito de ensinar padrões e técnicas precisas, corretas e úteis que levam à harmonia de movimentos entre o cavalo e o cavaleiro, desenvolvendo no animal disciplina, prontidão e elegância nos movimentos.
MEIO MILHÃO DE INGRESSOS VENDIDOS!
De acordo com a Reuters, 500 mil ingressos já foram vendidos, de um total de 1,6 milhão, para os Jogos Paraolímpicos da China. Segundo Tang Xiaoquan, vice-presidente executivo do Comitê Organizador e da Federação das Pessoas com Deficiência de Pequim, em entrevista ao jornal China Daily, 32 mil ingressos foram adquiridos por pessoas com deficiência e os melhores lugares são destinados a esse público.
Os preços das entradas são muito mais baratos (entre US$ 4,30 e US$ 11,60) do que os da cerimônia de abertura da Olimpíada (US$ 290). Cerca de 20% das entradas foram reservadas através do programa de educação paraolímpica.
Os preços das entradas são muito mais baratos (entre US$ 4,30 e US$ 11,60) do que os da cerimônia de abertura da Olimpíada (US$ 290). Cerca de 20% das entradas foram reservadas através do programa de educação paraolímpica.
Esperança brasileira nas piscinas!

Daniel Dias em Macau - Foto de Saulo Cruz/CPB
Os 24 atletas da equipe de natação paraolímpica brasileira treinaram na manhã desta quarta-feira na piscina do Complexo Esportivo de Macau. O grupo aproveitou para praticar o revezamento, forte candidato a medalhas. Integrantes da equipe brasileira nesses revezamentos, Daniel Dias (S5) e Andre Brasil (S10) têm histórias semelhantes. Eles conheceram o esporte depois de assistir pela televisão aos Jogos de Atenas.
Com seqüela de poliomielite na perna esquerda, Andre conheceu as piscinas aos seis meses. Com nove anos, começou a treinar e durante a adolescência competiu com atletas sem deficiência. Em 2005, participou de sua primeira competição paraolímpica e não parou mais.
“Atualmente sou detentor de cinco marcas mundiais. Na Paraolímpiada, disputarei três provas onde tenho o recorde, já que as outras não serão disputadas em Pequim”, explica. “A expectativa está grande. Vou tentar ficar mais tranqüilo. Nós estamos próximos aos 100% de condições físicas. Na hora das provas, temos de ser coração. Precisamos trincar os dentes e bater na linha de chegada primeiro”, afirma Andre.
Daniel Dias não era atleta, mas sempre gostou de esporte. Em 2004, assistiu também pela televisão aos Jogos de Atenas-2004. A partir daí, sua vida mudou muito. Ele se interessou e começou a treinar. Em dois meses, aprendeu os quatro tipos de nado. No ano de 2006, começou a competir. Em 2007, foi indicado ao Oscar do esporte, por sua atuação no Parapan do Rio, quando conquistou oito medalhas de ouro.
Daniel nadará sete provas em Pequim, com chances de chegar a 11, caso participe dos revezamentos. “Vai ser puxado. Nadarei cinco dias, mas terei dois de descanso. Estou muito animado para chegar logo na Vila Paraolímpica”, disse o jovem atleta.
Em Atenas-2004, segundo o Comitê Paraolímpico Brasileiro, a natação foi responsável por 50% das medalhas de ouro conquistadas pelo país. Atualmente, a equipe brasileira da modalidade está entre as cinco melhores do mundo.
A delegação brasileira é a quarta maior dos Jogos, com 188 atletas, ficando atrás apenas da China, dos EUA e da Grã-Bretanha. Os brasileiros embarcam para Pequim no dia 30 de agosto, quando será aberta a Vila Paraolímpica
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Suor e muito trabalho em Macau
Muitos atletas paraolímpicos já estão em Macau desde o dia 22. Eles já enfrentam seu primeiro grande adversário: o fuso horário. Com 11 horas a mais, Macau está sendo uma prova de resistência para todos.
O recordista mundial Daniel Dias é só elogios para o centro de treinamento. “A piscina é muito boa. Estamos com uma ótima infra-estrutura, e o convívio com o grupo é muito bom. Treinava sempre sozinho. A adaptação está tranqüila, aos poucos coloco o sono em dia. Evito dormir à tarde, quando o sono bate. Vou treinar. Mais uns dois dias e estarei adaptado”, afirma Daniel, que encontrou outro adversário: o sabor da comida. "Nós olhamos arroz, o macarrão e achamos que tudo isso é igual ao sabor da comida do Brasil. Quando experimentamos é bem diferente”, brinca o atleta do Instituto Superar.
Diariamente os atletas têm dois períodos de atividades, divididos em treinos específicos de cada modalidade e musculação, além de acompanhamento da equipe de psicólogos. “Ainda não caiu a ficha porque não entrei na vila paraolímpica. Estou ansioso pra chegar em Pequim e competir”, conclui Daniel.
Atletas do Instituto Superar, Terezinha Guilhermina, Odair Santos, Tito Sena, Daniel Dias, Edênia Garcia e Lucas Prado são algumas das grandes promessas de medalhas para o Brasil.
Antônio Tenório, judoca tricampeão paraolímpico, viaja no dia 28 de agosto, com o segundo grupo da delegação brasileira.
O recordista mundial Daniel Dias é só elogios para o centro de treinamento. “A piscina é muito boa. Estamos com uma ótima infra-estrutura, e o convívio com o grupo é muito bom. Treinava sempre sozinho. A adaptação está tranqüila, aos poucos coloco o sono em dia. Evito dormir à tarde, quando o sono bate. Vou treinar. Mais uns dois dias e estarei adaptado”, afirma Daniel, que encontrou outro adversário: o sabor da comida. "Nós olhamos arroz, o macarrão e achamos que tudo isso é igual ao sabor da comida do Brasil. Quando experimentamos é bem diferente”, brinca o atleta do Instituto Superar.
Diariamente os atletas têm dois períodos de atividades, divididos em treinos específicos de cada modalidade e musculação, além de acompanhamento da equipe de psicólogos. “Ainda não caiu a ficha porque não entrei na vila paraolímpica. Estou ansioso pra chegar em Pequim e competir”, conclui Daniel.
Atletas do Instituto Superar, Terezinha Guilhermina, Odair Santos, Tito Sena, Daniel Dias, Edênia Garcia e Lucas Prado são algumas das grandes promessas de medalhas para o Brasil.
Antônio Tenório, judoca tricampeão paraolímpico, viaja no dia 28 de agosto, com o segundo grupo da delegação brasileira.
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